Irmãs Beneditinas do Imaculado Coração de Maria

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Mosteiro de Kremsmünster na Áustria, realiza abertura da Exposição dos 50 Anos de Missão Beneditina, Padres e Irmãs na Diocese de Barreiras e dos 10 Anos da Morte de Dom Ricardo. A Exposição que se iniciou neste mês de junho vai até setembro deste ano. Depois seguirá para Steinerkirchen no Mosteiro das Irmãs Beneditinas.

Mosteiro de Kremsmünster na Áustria, realiza abertura da Exposição dos 50 Anos de Missão Beneditina na Diocese de Barreiras e dos 10 Anos da Morte de Dom Ricardo. A Exposição que se iniciou neste mês de junho vai até setembro deste ano.

50 Anos da Missão Beneditina na Diocese de Barreiras e dos 10 Anos da Morte de Dom Ricardo. Exposição no mosteiro de Kremsmünster na Áustria de junho a setembro de 2020

O mosteiro beneditino de Kremsmünster foi fundado em 777 d.C.. Quando havia um jubileu centenário, costumava-se construir uma igreja jubilar. Quando se aproximou o aniversário de 1200 anos, os monges decidiram, de modo diferente, construir uma “igreja de pedra vivas” (1Pd 2,5), ou seja, contribuir numa igreja nova enviando padres.

Naquele tempo, D. Thiago Cloin, bispo da diocese de Barra à qual Barreiras ainda pertencia, estava na Europa procurando padres para sua diocese. Os monges de Kremsmünster atenderam o pedidio dele. Em 1970 chegaram à Barreiras três padres beneditinos (Rafael, Hildebrando e Edmundo) e três benditinas do mosteiro feminino de Steinerkirchen como apoio aos padres. A cidade de Barreiras tinha 15.000 habitantes na época. Os três tentaram renovar a pastoral segundo o Concílio Vaticano II, mas não estavam bem preparados para o Brasil, ainda na ditadura militar. Quando desistiram do ministério apos três anos, Kremsmünster não desistiu e enviou o Padre Ricardo Weberberger como padre em Barreiras que se tornou depois o primeiro bispo da novo diocese de Barreiras, criada em 1979.

Havia apenas dois padres brasileiros e idosos na diocese, Pe. Armindo em Barreiras e Pe. Francisco em Cristópolis, além de um peruano, Pe Pedro em St.ª Rita. D. Ricardo recebeu apoio da Áustria através dos seus irmãos beneditinos (os padres Geraldo, Carlos, Gunter, Arno, Leo, Alfredo, Davi e Daniel) e irmãs beneditinas (Flávia, Cristina, Helena, Gisela, Teresa, Bernadete, Elisabete… e Ir. Sabina que está em Barreiras até hoje) e também recursos para construir a Casa de Retiro São Bento e muitos outros projetos eclesiais e sociais durante os 31 anos do seu ministério episcopal.

  1. Ricardo trouxe também várias outras congregações femininas à Barreiras. Uma boa contribuição deram os padres de S. Columban (João, Vicente, Clarêncio, Donaldo…). Padres diocesanos ajudavam também da Itália, os padres José Bergésio, Guido, Mateo e os padres Luiz, José Wieser e Reinaldo; da Alemanha, Pe. Martin Merz e da Áustria, Pe. Cristiano. Aos poucos os padres estrangeiros saíram e padres novos do Brasil foram ordenados (hoje são 25 atuando).

Havia também a colaboração de missionários leigos, entre eles a alemã Brígida e universitários portugueses. O austríaco Martin, que se formou em Kremsmünster, e o italiano Danilo foram ordenados diáconos permanentes e continuam em Barreiras com suas famílias.

Em 17 de agosto de 2010, D. Ricardo morreu e D. Josafá continuou seu trabalho como segundo bispo de Barreiras.

Lembrando os 50 anos da missão dos beneditinos em Barreiras e os 10 anos da morte de D. Ricardo, os padres Arno e Cristiano montaram uma exposiçao no mosteiro de Kremsmünster que mostra como se desenvolveu esta ajuda inicial dos beneditinos para uma igreja viva e inculturada, pastorais estruturadas e contribuição à justiça social (por ex. a reforma agrária) na diocese de Barreiras. Paineis, objetos e vídeos informam sobre o início desta missão, o contexto latinoamericano, as belezas naturais, o desenvolvimento econômico, mazelas sociais, riscos ecológicos, a diocese com seus bispos, padres, irmãs, agentes de desenvolvimento, pastorais, liturgia e catequese, religiosidade popular, construção de igrejas e centros. Um lugar próprio da mostra se dedica à vida de D. Ricardo que está enterrado poucos metros atrás no cemitério do mosteiro.

A exposição está aberta todos os dias das 08 ás 16h30 até final de setembro, depois vai ao mosteiro de Steinerkirchen.

Por causa do corona-vírus, a abertura da exposição aconteceu com o abade do mosteiro, mas sem a particição de D. Josafá e do administrador diocesano Pe. Manuel, que teriam aproveitado a visita ad limina (obrigatória) em Roma para inaugurar a exposição. Mas Martin e Cristiano estão na Áustria ainda um tempo porque não podem voltar ao Brasil por causa da mesma pandemia.

Pe Cristiano Mayr 

Marcio Brito
Marcio Brito

DaQui Agência Digital

Campanha da Fraternidade 2020

Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34)