Papa define sacerdote assassinado como “mártir da caridade”

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Antes de concluir a Audiência Geral, o Papa dedicou palavras comoventes sobre padre Roberto Malgesini, o sacerdote assassinado na manhã de terça-feira, 15, na cidade lombarda de Como. Rezemos, disse ele, "por todos os padres, freiras, leigos, leigas que trabalham com pessoas necessitadas e descartadas pela sociedade"

O tom de Francisco muda pouco antes de se despedir da pequena multidão reunida no Pátio de São Dâmaso, no Vaticano. A conclusão da Audiência Geral torna-se o momento de uma oração dolorosa. O Papa tem no coração a figura de padre Roberto Malgesini, o “padre de rua”, aquele que servia aos “descartados” de Como, assassinado na manhã de terça-feira por um deles, com problemas mentais.

Uno-me à dor e à oração dos seus familiares e da comunidade de Como e, como disse o seu bispo, louvo a Deus pelo testemunho, isto é, pelo martírio, deste testemunho de caridade para com os mais pobres. Rezemos em silêncio pelo padre Roberto Malgesini e por todos os sacerdotes, freiras, leigos, leigas que trabalham com os necessitados e descartados pela sociedade.

Colaborador da comunidade pastoral Beato Scalabrini, servia em Como San Rocco e foi para lá que se dirigiu o bispo – Dom Oscar Cantoni – assim que soube da notícia do assassinato de padre Roberto Malgesini.

“Este nosso padre”, disse o bispo, que expressou “profunda dor e desorientação ocorrido”, mas também “orgulho”, porque padre Roberto sempre trabalhou na linha de frente, “a ponto de dar a vida pelo menos”.

A descoberta

O corpo de Dom Roberto foi encontrado na manhã de segunda-feira, às 7 horas, nas proximidades da canônica de San Rocco, no centro de Como, onde se hospedava. Numerosos ferimentos de faca, o fatal no pescoço. Segundo uma reconstrução inicial feita pelos investigadores, padre Roberto iniciava a sua habitual ronda de distribuição de pequenas refeições quando provavelmente encontrou o assassino à sua espera: um sem-teto conhecido do padre, com quem aparentemente tinha bom relacionamento e a quem prestava assistência. Devido à falta de testemunhos, as circunstâncias em que ocorreu o assassinato ainda são desconhecidas.

Um pai para os pobres

Assombro entre as tantas pessoas, muitas delas estrangeiras, que padre Roberto diariamente encontrava e assistia. Dezenas delas foram ao local do crime para estar, de uma forma ou outra, próximas daquele que era por elas considerado como um pai.

“Para os pobres, ele foi realmente um pai”, diz Dom Cantoni na entrevista. Para ele, como bispo, Dom Roberto era por outro lado, como um filho: “Sim, era como um filho e nos encontrávamos com frequência. Ele me falava de sua atividade – continua – revelando as mais belas realidades, porque exercia este seu ministério com alegria. Uma vocação dentro da vocação”.

Marcio Brito
Marcio Brito

DaQui Agência Digital

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