Centenas de mulheres são detidas pela polícia na Bielorússia

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Duas mil pessoas marcharam pelas ruas de Minsk e pediram a renúncia do presidente Alexander Lukashenko

A polícia bielorrussa deteve centenas de manifestantes no centro de Minsk no sábado, 19, enquanto cerca de 2 mil pessoas marchavam pela cidade exigindo que o presidente Alexander Lukashenko renuncie.

Bielorússia, uma ex-república soviética aliada da Rússia, foi abalada por protestos de rua em massa desde que Lukashenko conquistou uma vitória esmagadora na eleição presidencial de 9 de agosto que seus oponentes dizem ter sido fraudada. Ele, por outro lado, nega a acusação.

Os manifestantes de sábado, a maioria mulheres, brigaram brevemente com a polícia, que bloqueou o caminho e começou a escolher pessoas na multidão, uma a uma, segundo uma testemunha.

Em um local, dezenas de manifestantes mulheres podiam ser vistas cercadas por homens em uniformes verdes e balaclavas — peça de malha feita para aquecer ou defender a cabeça — de cor preta do lado de fora de um shopping enquanto gritavam “Só covardes batem em mulheres!”

Entre os detidos estava a ativista da oposição Nina Baginskaya, de 73 anos, que se tornou um ícone do movimento de protesto depois de brigar com policiais armados no mês passado. Uma manifestante foi levada em uma ambulância depois de deitada no chão, aparentemente inconsciente.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, também criticou a UE por convidar Tsikhanouskaya para a reunião ministerial, bem como por considerar sanções contra Minsk, dizendo que Bruxelas estava tentando “balançar o barco” na Bielo-Rússia.

Lukashenko, que governa a Bielo-Rússia há 26 anos, diz que os manifestantes estão sendo apoiados por potências estrangeiras e ofereceu o fim do impasse com reformas constitucionais, mas se recusa a renunciar.

Marcio Brito
Marcio Brito

DaQui Agência Digital

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