Índia: onda de violência contra mulheres ‘dalits’ revela discriminação

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Uma onda de violações e de assassinatos brutais num único estado da Índia durante as últimas semanas está a lançar sinais de alarme Éum dos dramas escondidos da sociedade indiana. A violência contra raparigas e mulheres ‘dalits’, que se encontram no mais baixo patamar do complexo sistema de castas da Índia, é recorrente neste país mas aparentemente está a ganhar uma dimensão crescente e muito preocupante.

De facto, uma onda de violações e de assassinatos brutais num único estado da Índia durante as últimas semanas está a lançar sinais de alarme para esta realidade tantas vezes ignorada pela própria sociedade.

Segundo o jornal britânico The Guardian, o estado de Uttar Pradesh tem sido palco de vários casos de violência contra jovens raparigas, sendo que, na sua maioria, pertencem aos ‘dalits’, ou intocáveis. O confinamento imposto pelas autoridades por causa da pandemia do coronavírus poderá ter contribuído para o aumento destas situações que provocaram “indignação”.

A Índia é considerado um dos países mais inseguros do mundo para as mulheres, registando-se uma violação praticamente a cada vinte minutos. Por outro lado, calcula-se que pelo menos quatro mulheres ‘dalits’ são agredidas sexualmente todos os dias, embora este número possa ser bastante superior dada a forma como as autoridades lidam normalmente com estes casos e também porque as pessoas oriundas das castas consideradas inferiores muitas vezes nem chegam a apresentar queixa sobre as situações de que são vítimas.

Esta realidade afecta directamente a comunidade cristã. Na Índia, um país em que a esmagadora maioria da população é hindu, os cristãos são uma minoria. Não mais do que 2,3% da população total e destes, calcula-se, cerca de 60% são ‘dalits’. Estes cristãos, os ‘dalits’ e também os povos tribais, têm descoberto no Cristianismo uma religião que os liberta do isolamento social e ajuda a crescer em dignidade como pessoas iguais em direitos e deveres.

Para alertar a sociedade portuguesa para esta realidade tantas vezes desconhecida no mundo ocidental, a Fundação AIS lançou uma enorme campanha de sensibilização na Quaresma de 2018. Através das histórias de três mulheres, Bita, Asha e Swetha, procurou-se mostrar como é tantas vezes dramática a luta pela dignidade e pela própria sobrevivência nos lugares mais pobres dos bairros mais miseráveis das cidades indianas onde normalmente vivem os ‘dalits’.

(Departamento de Informação da Fundação AIS)

Marcio Brito
Marcio Brito

DaQui Agência Digital

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Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34)