O papa Francisco se revela em novo livro

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O pontífice das falas polêmicas deixa claro em nova obra que é intransigente na doutrina, mas isso não o impede de se sensibilizar com aqueles que sofrem

TENTAÇÃO

“Na minha idade, deveria ter óculos especiais para ver quando o diabo está me rondando, tentando me fazer cair nos meus últimos

momentos, uma vez que já estou no fim da vida. (…) Os demônios tocam a campainha, são amáveis, dizem ‘desculpas’, e ‘com licença’, mas mesmo assim tomam conta da casa.”

Se há um consenso em torno dos comentários do papa Francisco é que eles não caem no vazio — sempre despertam críticas de um ou de outro lado. Na Igreja Católica, instituição com mais de 2 000 anos de

de existência regida por dogmas, preceitos e tradições, ora Francisco acena com simpatia para divorciados e homossexuais e atiça

antagonismos na ala mais conservadora, ora eleva a espiritualidade acima das questões terrenas, espalhando desânimo nas hostes mais progressistas. A polêmica tem a ver com a personalidade do pontífice

nascido na Argentina: abdicando da costumeira aura de distanciamento que envolve os ocupantes do trono de São Pedro, Jorge Mario Bergoglio gosta de se apresentar como uma pessoa comum, que

fala a língua dos fiéis, sem perder de vista a religiosidade e a solenidade inerentes ao líder máximo dos católicos. Equilibrar-se nessa equação significa, entre outras coisas, estar acima da divisão entre esquerda e direita que simplifica as relações no mundo atual.

Aos 83 anos, para sinalizar suas posições e seus pensamentos e evitar ficar marcado pelo conflito de visões acerca de sua pessoa, Francisco escreveu Vamos Sonhar Juntos (Editora Intrínseca), livro com lançamento mundial em 1º de dezembro, ao qual VEJA teve acesso, em que percorre temas de ordem moral, política, econômica e religiosa de

forma clara e didática. “É a chave para a compreensão de seu pontificado”, diz Antonio Luiz Catelan, professor de teologia da PUC-Rio, membro da Comissão Teológica Internacional do Vaticano e da Comissão Teológica Internacional do Vaticano e da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, da CNBB.

MULHERES

“Nunca mais nenhum tipo de abuso, seja sexual, seja de poder, seja psicológico, deve acontecer — fora ou dentro da Igreja. Vimos esse despertar também na sociedade: no movimento #MeToo, nos múltiplos escândalos envolvendo políticos poderosos, magnatas da mídia e homens de negócio.”

 

Marcio Brito
Marcio Brito

DaQui Agência Digital

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Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34)