Ano de São José: fiéis contam histórias que ajudam a propagar devoção

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Conheça o relato de homens e mulheres que contam com a intercessão do santo que, há 150 anos, é padroeiro da Igreja Católica

Surpresa e alegria. Estes foram alguns dos muitos sentimentos despertados nos devotos de São José após o anúncio da instituição do Ano de São José. O ano especial foi iniciado no dia 8 de dezembro a pedido do Papa Francisco e celebra os 150 anos da declaração de São José como padroeiro da Igreja Católica.

Nascimento do José no Ano de São José

Verônica Suênia e o filho José em seu ventre/ Foto: Arquivo Pessoal – Verônica

A jornalista e missionária da Comunidade Canção Nova, Verônica Suênia Leite, de 36 anos, está grávida de um menino que se chamará José. “Meu filho está prestes a nascer e já chegará no ano dedicado ao santo que inspirou seu nome”.

“Escolhi esse nome para o meu filho José para ter o onomástico do santo mais importante, mais simples, que mais admiro. Rezo sim pedindo a intercessão dele e de maneira especial nesta gestação, tenho tido momentos marcantes com sua presença”, revelou.

Com a notícia, Verônica afirmou ter se sentido cuidada e protegida. “Senti São José muito perto de minha família”. Devota, a jornalista conta que sua cidade natal, localizada no Nordeste, leva o nome do santo e a igreja em que se casou também era dedicada a ele.

“Minha devoção tem aumentado. (…) Admiro ele como homem totalmente entregue a Deus” – Verônica Suênia

Pai adotivo de Jesus e dos fiéis

Diferente de Verônica, Macilene Barbosa Nunes, de 42 anos, relatou que foi através de uma perda que sua devoção foi ainda mais intensificada. Também missionária da Comunidade Canção Nova, Macilene contou que foi seu esposo, Samuel Moreira, que a apresentou de forma discreta esta devoção.

“Sempre, nas orações mais simples, pedia a sua intervenção e intercessão. Assim fui fecundada a ter esse amor por São José, um santo que não se ouviu falar muito mas que teve atitudes concretas e discretas”, recordou.

Macilene e Rafaela com o marido e pai, Samuel/ Foto: Arquivo Pessoal – Macilene

O marido Samuel faleceu há quatro anos. Desde então, Macilene afirmou ter entregue sua vida e de sua filha aos cuidados de São José. “Foi muito sofrido, muito dolorido viver esta nova realidade de ser viúva, não ter mais meu esposo ou um pai para cuidar da minha filha Rafaela e suprir as necessidades dela”.

Imagem de São José que Rafaela pediu e ganhou da escola/ Foto: Arquivo Pessoal – Macilene

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“Apeguei-me muito mais a São José. Nesse tempo o tive como pai e pai da minha filha. Nas minhas orações, até hoje consagro a Rafaela a São José. Acredito que assim como ele cuidou do menino Jesus e de Nossa Senhora, também tem cuidado de mim e da Rafa. Ele tem nos socorrido”.

Assim como a mãe, Rafaela também carrega um amor pelo santo. A missionária comentou que, neste ano, ao ver uma imagem de São José na escola que estuda, a filha a pediu de presente para a diretora da instituição. “A diretora e os professores se comoveram e, no dia dos pais, ela ganhou a imagem. (…) São José veio ao nosso encontro”.

Protetor dos trabalhadores

O advogado, Luckas Queiroz /Foto: Arquivo Pessoal – Luckas

O advogado de 25 anos, Luckas Queiroz, recordou que foi neste ano que tornou-se mais próximo do santo. Por conta da crise econômica desencadeada pela pandemia da covid-19, o jovem perdeu o emprego e enfrentou momentos difíceis ao lado da noiva. Juntos, o casal optou por remarcar o casamento que estava para acontecer em novembro deste ano.

“Pude conhecer melhor São José graças aos meus melhores amigos que me apresentaram a um padre que me presenteou com uma imagem de São José. O sacerdote pediu que eu rezasse a novena deste santo para poder alcançar a graça de um novo emprego”.

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Luckas frisou que quando recebeu a imagem, em julho deste ano, não imaginava a força e a mudança que a devoção ao santo poderia causar em sua vida. “Comecei a novena de São José em novembro e, graças a todas as orações e aos meus amigos que me fizeram conhecer melhor São José, consegui três oportunidades de emprego neste mês de dezembro. Hoje já estou recolocado no mercado de trabalho”.

A alegria de ter um ano dedicado a São José será uma oportunidade de uma maior aproximação com o santo, destacou o advogado.

Homem do sim e dos sonhos de Deus

Padre Flávio José Lima da Silva / Foto: Arquivo Pessoal – Flávio José

Membro da Congregação Joseleitos de Cristo, dedicada a São José, padre Flávio José também é um devoto do santo. O sacerdote sublinhou que o que o faz pedir a intercessão e admirar São José é o seu jeito simples, humilde, obediente e justo. “Ele era carpinteiro, tinha um ofício, era trabalhador e isso muito me motiva a pedir a sua intercessão”.

A comemoração de São José, enquanto patrono da Igreja é, segundo padre Flávio, um reconhecimento de que é necessário compreender o projeto salvífico de Deus que não quis apenas Nossa Senhora, mas também São José.

Ao comentar sobre São José, o sacerdote recordou-se do dia 18 de março de 2005, quando iniciou seu processo vocacional na Congregação dos padres joseleitos. “Não tinha noção de tudo que ia acontecer. Iniciei minha caminhada no dia 19 de março, dia de São José. Isso me marcou muito, pois celebrávamos São José, patrono da congregação e do seminário onde morei”.

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“Agradeço a Deus por ter me conduzido a essa congregação que estou até hoje, completando 15 anos de congregação, e cinco anos de padre. Sou feliz por compreender que na oficina de São José a gente aprende, educa e cresce”, concluiu.

“Celebrar esses 150 anos e dar a São José um ano dedicado a ele é essencial para divulgarmos, propagarmos e anunciarmos as virtudes desse santo” – Padre Flávio

Padre Uelisson Pereira, da Comunidade Canção Nova, conta com a intercessão de São José há um bom tempo. O amor pelo santo vem desde a juventude. “Minha mãe também tem uma experiência muito forte com São José. Como ela se separou do meu pai há um bom tempo, tinha São José como o homem da nossa casa. Ele é o guardião da nossa família”.

Marcio Brito
Marcio Brito

DaQui Agência Digital

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Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34)