Sejamos sensíveis à dor e à fome do próximo

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
“Depois Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos discípulos, para que os distribuíssem. Dividiu entre todos também os dois peixes” (Marcos 6,41).

Ficamos maravilhados e encantados com o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes. Veja, que graça é Jesus que pega aquela pequena quantidade, cinco pães e dois peixes! E o que é isso para tamanha multidão?

Queria chamar a atenção para a realidade dos discípulos, daqueles que são os companheiros, os seguidores de Jesus. Porque, uma vez que Jesus está alimentando aquele povo, alimentando com a Palavra; uma vez que Jesus está anunciando e pregando, eles ficam o dia inteiro para ouvir Jesus. É verdade que quando chega o final do dia o cansaço vem, a fome bate à porta, mas os discípulos são muito insensíveis, eles querem que Jesus disperse logo aquele povo para daqui a pouco ninguém estar reclamando ou pedindo algo para comer, para que vá cada um para a sua casa se virar.

Não é a primeira vez que eles demonstram insensibilidade, pouca preocupação ou nenhuma com aquilo que é a dor e a fome. Quando as crianças tentam se aproximar, eles tentam afastá-las; quando vem um cego doente para se aproximar de Jesus, eles também querem afastá-lo de Jesus.

Ignoramos a fome do outro, a dor do outro, a enfermidade que o outro vive

A insensibilidade é um outro passo importante para se combater na vida no nosso processo de conversão. Muitas vezes, nos sentimos próximos de Jesus mas distantes e insensíveis à dor e à necessidade do próximo.

Muitas vezes, estamos próximos de Jesus e nos vangloriamos porque somos discípulos do Senhor, porque participamos da Igreja, porque somos desse ou daquele movimento, mas o coração não é convertido porque não tem compaixão para com a dor, a fome e o sofrimento que o outro está passando.

Para sermos verdadeiros discípulos de Jesus precisamos ter os sentimentos d’Ele; e os sentimentos de Jesus são de compaixão para com toda e qualquer situação que denigre a imagem humana, o ser humano e todas as suas condições.

Por isso, a ordem que Jesus dá aos Seus discípulos não é: “Disperse o povo”, e sim: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Aquele que leva ao outro o Pão da Palavra, deve levar o pão nosso, pão que sacia a fome. E nós, muitas vezes, perdemos a nossa sensibilidade social. Ignoramos a fome do outro, a dor do outro, a enfermidade que o outro vive. Não se esqueça quem quer ser discípulo de Jesus, não é somente para angariar graças para si, mas é, sobretudo, para converter o coração para cuidar da dor e do sofrimento do outro.

Deus abençoe você!

Marcio Brito
Marcio Brito

DaQui Agência Digital

Apoio Cultural:

Campanha da Fraternidade 2020

Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34)