Bispos da Croácia aos consagrados: tomar como modelo o exemplo de S. José

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"Encorajamos vocês, no período que se aproxima, a tomar a peito o exemplo de São José, a saber, como ele, na sombra, não buscar a glória, na vida para os outros, a ser irmãos e irmãs de todos. Como São José, que não pôde compreender plenamente o mistério da encarnação de Jesus e a missão de Maria, possamos ser encorajados a aceitar com confiança tanto o mistério dos tempos em que vivemos quanto as dificuldades que enfrentamos", exortam os bispos em mensagem em vista do Dia da Vida Consagrada, em 2 de fevereiro

Tomemos como modelo São José – em obediência ao Papa Francisco que dedicou o ano inteiro ao Santo pai putativo de Jesus. Como ele não pôde compreender plenamente o mistério da encarnação de Jesus em Maria, mas o aceitou, assim devemos ser capazes de aceitar as dificuldades do mundo atual, ainda invadido pela pandemia, mesmo que não sejamos capazes de compreender seu significado.

Este é o coração da mensagem que os bispos da Conferência Episcopal Croata estão enviando aos sacerdotes, religiosos e religiosas por ocasião do próximo Dia dedicado à Vida Consagrada – que será celebrado na terça-feira, 2 de fevereiro -, e que foi publicada no site do Episcopado croata.

Solidariedade de religiosos e leigos consagrados

No documento, os bispos começam repercorrendo tudo o que aconteceu ao longo do ano desde a última celebração do Dia da Vida Consagrada: “Ainda estamos assistindo a uma pandemia que atingiu o mundo inteiro e que mudou significativamente a maneira como vivemos, como nos encontramos e até mesmo como celebramos os mistérios de Deus – escrevem -, muitos adoeceram e um grande número de nossos concidadãos morreu. Entre eles estavam pessoas que haviam dedicado suas vidas a Deus.”

“Além disso, nossa pátria foi atingida por terremotos devastadores, primeiro o de Zagreb e seus arredores, depois o de Petrinja, Sisak e Glina. Muitos ficaram desabrigados e várias pessoas foram mortas. Nestas circunstâncias, testemunhamos a solidariedade demonstrada por freiras, monges e leigos consagrados em todo o mundo. Embora suas comunidades fossem frequentemente afetadas por esses problemas, não cessaram de ajudar os outros.”

A Fratelli tutti do Papa Francisco

“No ano passado, o Papa publicou a encíclica Fratelli tutti, referindo-se às palavras dirigidas por São Francisco de Assis a seus irmãos: ‘Todos, irmãos, vemos o Bom Pastor que suporta os sofrimentos da Cruz para salvar suas ovelhas’. As ovelhas seguiram o Senhor na labuta, na vergonha e na fome, na fraqueza e na tentação e em tudo mais, e por isso receberam do Senhor a vida eterna'”, continuam.

“São Francisco vê seus irmãos de forma evangélica, como ovelhas cujo Pastor sofreu por eles. Ele os compara com os primeiros discípulos que, como ovelhas, seguiram o pastor em dificuldade. As pessoas consagradas a Deus são sempre chamadas a olhar para o Senhor, a imitá-lo e, imitando-o, a saber aceitar os problemas que acontecem.”

Se, portanto, o Papa chama à “fraternidade mundial”, segundo os bispos croatas “as pessoas consagradas não podem ficar indiferentes a esta vocação. Em primeiro lugar, é necessário reconhecer verdadeiramente os membros de sua própria comunidade como irmãos, como irmãs, participantes da mesma vocação e missão espiritual. Uma tal vida de fraternidade e irmandade com Seu amor desinteressado tem o poder missionário de testemunhar o Evangelho”.

A figura de São José na Carta Apostólica “Patris corde”

Segue-se, na mensagem, a referência à figura de São José: “Já entramos no Ano de São José. Em sua Carta Apostólica ‘Patris corde’ (Com coração de Pai), o Papa apresenta São José como um pai terno e cheio de amor, e com base em seu exemplo diz: ‘O maligno nos faz olhar negativamente para nossa fraqueza, enquanto o espírito nos revela com amor tenro que a ternura é a melhor maneira de tocar as fragilidades que estão dentro de cada um de nós'”, recordam.

“O dedo apontado e a condenação, que muitas vezes usamos em relação aos outros, são um sinal de nossa incapacidade de aceitar nossa própria fraqueza, nossa fragilidade. Aceitar a própria fragilidade é um passo essencial no caminho da conversão pessoal e no caminho da aceitação dos outros como irmãos e irmãs com suas fraquezas e fragilidades”, lê-se ainda no documento que cita o Papa Francisco.

S. José, o protetor dos exilados, dos pobres e dos moribundos

“O Papa também nos lembra que São José é invocado como o protetor dos desafortunados, dos necessitados, dos exilados, dos pobres e dos moribundos”. Portanto, a Igreja não pode deixar de demonstrar um amor especial por nossos irmãos e irmãs mais jovens, porque Jesus lhes mostrou um cuidado especial e se identificou pessoalmente com eles. Devemos aprender com São José o mesmo cuidado e responsabilidade.”

“Portanto, irmãos e irmãs, encorajamos vocês, no período que se aproxima, a tomar a peito o exemplo de São José, a saber, como ele, na sombra, não buscar a glória, na vida para os outros, a ser irmãos e irmãs de todos. Como São José, que não pôde compreender plenamente o mistério da encarnação de Jesus e a missão de Maria, possamos ser encorajados a aceitar com confiança tanto o mistério dos tempos em que vivemos quanto as dificuldades que enfrentamos”, concluem os bispos croatas.

Marcio Brito
Marcio Brito

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