Igreja recorda 150 anos da proclamação de Santo Afonso como Doutor da Igreja

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Em 9 de novembro de 1732, Santo Afonso de Ligório fundou a "Congregação do Santíssimo Redentor" (Missionários Redentoristas). Ele foi canonizado em 1839 pelo Papa Gregório XVI e proclamado Doutor da Igreja em 1871 pelo Papa Pio IX. Ele também é o Santo padroeiro dos confessores.

Há 150 anos, a Igreja Católica ganhava um novo “Doutor”. Em 23 de março de 1871, Santo Afonso Maria de Ligório foi oficialmente proclamado, pelo Beato Papa Pio IX, “Doutor da Igreja”. Escritor de 123 obras, o fundador da Congregação do Santíssimo Redentor recebeu o título por sua grande contribuição para a compreensão da doutrina católica e sua vivência.

“Santo Afonso é um homem que marcou seu tempo e sua história, por isso recebeu o título de Doutor da Igreja. Sua vida toda fala de evangelização, do anúncio da misericórdia de Deus e do amor à Maria”, descreve o superior provincial da Unidade Redentorista de São Paulo, padre Marlos Aurélio.

Sua importância para o estudo da fé católica foi tão importante, que o “doutoramento” do santo veio em tempo recorde. Apenas 32 anos após sua canonização, ocorrida em 1839, e 84 anos depois da sua morte, em 1787. Entre os 36 atuais Doutores da Igreja, ninguém recebeu a titulação em tão pouco tempo depois do falecimento. 

A rapidez no processo pode ser explicada pela popularidade do santo. Depois de sua canonização, entre 1839 e 1865, seus textos foram traduzidos para diversas línguas e passaram a ser indicados pelo Vaticano para a formação do clero. Suas obras dogmáticas e ascéticas se espalharam por diversos países, assim como sua biografia.

Logo, uma petição foi enviada ao Papa Pio IX, solicitando o Doutorado de Santo Afonso. O clamor popular foi endossado pela maioria do episcopado de todo o mundo, que se mostrou favorável à titulação. Em 11 de março de 1871, a Congregação dos Ritos – hoje chamada de Congregação para as Causas dos Santos – emitiu parecer favorável ao pedido, confirmado no dia 23 do mesmo mês pelo Papa Pio IX. Ainda em 1871, o mesmo pontífice ratificou a titulação em uma cerimônia no dia 07 de julho.

Na pratica, o Vaticano reconhecia a contribuição e o empenho de Santo Afonso para a evangelização dos católicos. A obra do santo é até hoje continuada pela Congregação do Santíssimo Redentor, família religiosa fundada por ele e atualmente presente em 82 países do mundo.

“As nossas Constituições afirmam que evangelizar é a meta fundamental de todo Redentorista. É uma herança que recebemos de Santo Afonso e que caracteriza nossa Congregação. Como filhos de Afonso, temos a missão de primar por uma vida de compromisso com Jesus e os irmãos”, afirma padre Marlos.

Com quase 05 mil membros espalhados pelo globo, os Missionários Redentoristas também possuem presença no Brasil, país que possui o maior número de padres e irmãos ligados à Congregação. Entre as atividades desenvolvidas pela religiosa está o cuidado pastoral e administrativo de grandes centros de peregrinações, como o Santuário Nacional de Aparecida; a evangelização pelos meios de comunicação, por meio de impressos, rádios, televisão e internet; além de obras sociais que beneficiam milhares de pessoas. Todas as ações querem manter vivos a obra e o legado evangelizador de Santo Afonso Maria de Ligório.

Marcio Brito
Marcio Brito

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