Testemunhemos o sabor de Deus ao próximo

“Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos?” (Mateus 5,13).
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A verdade é aquilo que somos ou devemos ser, e se não estamos sendo, precisamos trabalhar para ser. Trabalhar para ser sal e luz no mundo em que estamos. Se não cuidarmos, vamos perdendo o sabor e o gosto de viver; e quando perdemos o gosto, o sabor, não perdemos só para nós, também tornamos o mundo que está a nossa volta sem gosto e sem sabor.

Sei que muitas coisas acabam nos frustrando, decepcionando-nos, iludindo-nos, amargurando-nos, azedando-nos. E tudo isso vai tirando o gosto de muitas coisas que nós temos. A Palavra nos chama a atenção para o fato de que, primeiro, precisamos ter o gosto por aquilo que, realmente, dá sabor a nossa vida.

Nossa vida, muitas vezes, está imersa em sabores ilusórios, em enganos. Seduzidos como somos pelo mundo em que estamos, colocamos o prazer da vida naquilo que não é verdadeiramente prazeroso.

O nosso brilho tem o sabor do Céu, e nós testemunhamos para o mundo que vale a pena ser de Deus

Tenha alegria de viver, tenha sabor de viver, mas tenha sabor por aquilo que é autêntico, verdadeiro e justo. Não é que o que tem sabor são apenas as coisas da Igreja. É claro que as coisas de Deus tem sabor celeste, divino e sagrado, mas o sabor do sagrado está nas coisas que nós vivemos quando elas são justas e honestas. Quer uma coisa mais saborosa do que fazer o bem para o outro, do que cuidar do outro mesmo que não recebamos nada em troca?

Aqui, é importante quando sentimos o sabor de fazer a coisa na gratuidade, sem esperar receber nada em troca, pois isso torna a vida saborosa, e esse é o verdadeiro sabor. Porque o sabor do mundo exige retribuição; estou sendo retribuído por aquilo que fiz. Não! Estou fazendo o bem, porque fazer o bem é a minha razão de ser, é o que me dá sabor de viver.

Seja, de fato, sal; tenha gosto, sabor e dê sabor a tudo o que você faz, mas com aquilo que é o tempero da verdade, da honestidade e dos valores evangélicos.

Sejamos luz que ilumina, não sejamos aquela luz apagada que nos leva a tropeçar e leva os outros a tropeçar, porque não estamos na luz. Não vivamos nenhuma situação nas trevas. Aquilo que está nas trevas, que são pensamentos e sentimentos, purifiquemos pela luz de Cristo, para que nos tornemos luz de Cristo para os homens.

Vemos o mundo cercado de brilhos, mas não é o brilho do mundo, não é o brilho de aparecer, de ser importante, não é o brilho das estrelas desse mundo; é o brilho da santidade, das virtudes, do bom exemplo, é o brilho que faz resplandecer em nós a luz de Deus.

As pessoas estão buscando o brilho e as aparências deste mundo. O nosso brilho não é deste mundo, o nosso brilho tem o gosto e o sabor do Céu, e nós testemunhamos para o mundo que vale a pena ser de Deus.

Que a nossa vida testemunhe aquilo que saboreamos. Saboreamos Deus? Que tenhamos o gosto d’Ele. A luz de Deus brilha sobre nós? Que ela brilhe através de nós.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

 

Marcio Brito
Marcio Brito

DaQui Agência Digital

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