A Igreja como construção de Deus

"No vers. 9 do cap. 3 dessa I Carta aos Coríntios, é usada a expressão “edifício de Deus”. No grego original a palavra utilizada é “oikodome” (οἰκοδομή) que significa: edifício ou para designar o processo de construção do edifício. Podemos traduzir por “estou construindo”. Por isso, somos o edifício em que Deus está trabalhando. Portanto, aquele que começou a boa obra, que é Deus, vai aperfeiçoá-la. Nesta obra de edificação, Deus não trabalha sozinho, ele nos faz trabalhadores junto com Ele".
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Padre Gerson Schmidt* tem aprofundado neste nosso espaço o tema das imagens da Igreja propostas pela Constituição Dogmática Lumen Gentiumdo Concílio Vaticano II. No último programa, o sacerdote gaúcho falou sobre “Igreja-lavoura: o joio e o trigo”. No programa de hoje, a Igreja nos é apresentada como “construção de Deus”:

“Falando ainda sobre as figuras ou imagens da Igreja, o número 06 da Lumen Gentium utiliza ainda mais uma outra imagem: A Igreja como construção de Deus. Diz assim a constituição dogmática: “A Igreja é também muitas vezes chamada construção de Deus (1 Cor. 3,9). O próprio Senhor se comparou à pedra que os construtores rejeitaram e se tornou pedra angular (Mt. 21,42 par.; Act. 4,11; 1 Ped. 2,7; Salm. 117,22). Sobre esse fundamento é a Igreja construída pelos Apóstolos (cfr. 1 Cor. 3,11), e d’Ele recebe firmeza e coesão. Esta construção recebe vários nomes: casa de Deus (1 Tim. 3,15), na qual habita a Sua «família»; habitação de Deus no Espírito (cfr. Ef. 2, 19-22); tabernáculo de Deus com os homens (Apoc. 21,3); e sobretudo «templo» santo, o qual, representado pelos santuários de pedra e louvado pelos Santos Padres, é com razão comparado, na Liturgia, à cidade santa, a nova Jerusalém (5). Nela, com efeito, somos edificados cá na terra como pedras vivas (cfr. 1 Ped. 2,5). Esta cidade, S. João contemplou-a «descendo do céu, de Deus, na renovação do mundo, como esposa adornada para ir ao encontro do esposo» (Apoc. 21,1 ss.)”.

As imagens aqui se misturam, mas destacamos no dia de hoje essa imagem da construção, onde Cristo é a pedra angular, antes rejeitada, onde cada um de nós se torna uma pedra viva na edificação do grande templo, do grande santuário, construído não por mãos humanas, mas pelo arquiteto sublime, em sua Páscoa. Na construção do Reino de Deus cada pedra tem sua importância, cada um que colabora nesta obra é também um pedaço dela.

Vemos no Novo Testamento o diálogo de Cristo com os Judeus falando sobre o templo. “Os judeus o contestaram, dizendo: “Que sinal de autoridade nos mostras, para agires dessa maneira?” Jesus lhes respondeu: “Destruí este templo, e, em três dias, Eu o reconstruirei.” Replicaram os judeus: “Em quarenta e seis anos foi construído este templo, e tu afirmas que em três dias o levantarás?”. Mas ele falava do templo do seu corpo” (Jo, 2-18-20). Jesus aponta essa realidade do Reino, da sua Pessoa, da Igreja como o grande templo edificado com sua Páscoa, com a reedificação e renovação de todas as coisas nEle.

O apóstolo Paulo disse à comunidade gentia da cidade portuária grega de Corinto: “Não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1 Cor 6,19). E depois disse, na segunda carta: “Vós sois o templo do Deus Vivo” (2 Cor 6,16).

“Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus. Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.” (1 Cor 3,9-11).

Mas essa construção e edifício não está pronto. No versículo 9 do capítulo 3 dessa primeira Carta aos coríntios, é usada a expressão “edifício de Deus”. No grego original, a palavra utilizada é “oikodome” (οἰκοδομή) que significa: edifício ou para designar o processo de construção do edifício. Podemos traduzir por “estou construindo”. Por isso, somos o edifício em que Deus está trabalhando. Portanto, aquele que começou a boa obra, que é Deus, vai aperfeiçoá-la. Nesta obra de edificação, Deus não trabalha sozinho, ele nos faz trabalhadores junto com Ele, operários nessa divina construção.”

*Padre Gerson Schmidt foi ordenado em 2 de janeiro de 1993, em Estrela (RS). Além da Filosofia e Teologia, também é graduado em Jornalismo e é Mestre em Comunicação pela FAMECOS/PUCRS.

Marcio Brito
Marcio Brito

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