Dia Mundial da Destruição das Armas

Dia Internacional do Desarmamento tem por objetivo retirar o maior número possível de armas de fogo de circulação, de forma a diminuir as mortes, os feridos e a violência em geral.
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A data de 10 de julho de 2002 nos remete a uma iniciativa generosa da UNESCO, criada pelo professor italiano Salvatore Mongiardo, com o lema “Construindo a Paz na Mente de Homens e Mulheres”. Esta comemoração está associada a outras duas memórias referenciais para uma cultura de Paz: 15/04, Dia do Desarmamento Infantil e o 09/07, Dia Mundial do Desarmamento.

Esta intuição, inspirada nos primeiros mártires cristãos que se recusavam a portar armas, tem como objetivo retirar a circulação excessiva de armas da população para diminuir o pensamento bélico e autodestrutivo, promovendo a resolução não violenta dos conflitos e a denominada Defesa Popular Não Violenta, aplicada em vários lugares, com sucesso, inclusive na luta contra o Nazismo. Há textos que nos levam a esta reflexão:

A Carta de Paz, de Camaldoli, elaborada na década de 1990, inspirada no art. 11, da Constituição italiana, que não só repudia a guerra como instrumento de ofensa a liberdade dos outros povos, mas como meio de resolver as controvérsias internacionais, e a Carta ecumênica, assinada em Estrasburgo, em 22 de abril de 2001, pelo Presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e pelo Presidente da Conferência das Igrejas da Europa (KEK) que, nos seus cinco pontos, se propõe reconciliar povos e culturas, com a resolução não violenta dos conflitos e salvaguardar a Criação, promovendo o Encontro com todas as religiões.

As armas de fogo, que totalizam mais de 600 milhões, ceifam a vida de milhões de pessoas, sendo o Brasil o país onde elas alcançam a maior taxa de homicídios. A este respeito, o Compêndio de Doutrina Social da Igreja Católica afirma, no nº 511: “A postura dos Estados que aplicam severos controles sobre a transferência internacional de armamentos pesados, mas não prevêem nunca, ou tão somente em raras ocasiões, restrições sobre o comércio de armas leves e individuais, é uma contradição inaceitável”. Que o Deus da Paz nos torne conscientes e cada vez mais responsáveis para com a destruição das armas e com o desarmamento dos corações. Deus seja louvado!

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo Diocesano de Campos

Marcio Brito
Marcio Brito

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