Dom Bettazzi: Vaticano II “ensinou-nos importância da colegialidade e sinodalidade“

"Aquela experiência nos ensinou a importância da colegialidade e da sinodalidade, palavras que o Papa Francisco está trazendo de volta ao coração da Igreja." "Muitos no início do Concílio esperavam que os resultados já estivessem escritos, mas este não foi o caso devido à vontade do Papa João XXIII que queria que o povo de Deus, através dos bispos do mundo inteiro, fosse o verdadeiro protagonista deste processo histórico." São palavras do último bispo italiano padre conciliar ainda em vida
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“Estamos a meio caminho do parcel, mas lembremo-nos de que ainda temos que cruzá-lo”. O parcel ao qual se refere o bispo emérito de Ivrea, no Piemonte, e último bispo italiano ainda vivo a ter participado do Concílio Vaticano II, dom Luigi Bettazzi, diz respeito à plena implementação do próprio Concílio.

Dom Bettazzi, 98 anos, falou na manhã de terça-feira (20/07) em Verona, região italiana do Vêneto, na conferência organizada para comemorar o 60º aniversário do Seminário para a América Latina, lembrando sua experiência como jovem bispo (então auxiliar de Bolonha) durante o Concílio.

 O povo de Deus, verdadeiro protagonista do Concílio

“Aquela experiência – lembrou Bettazzi – nos ensinou a importância da colegialidade e da sinodalidade, palavras que o Papa Francisco está trazendo de volta ao coração da Igreja.”

“Muitos no início do Concílio esperavam que os resultados já estivessem escritos, mas este não foi o caso devido à vontade do Papa João XXIII que queria que o povo de Deus, através dos bispos do mundo inteiro, fosse o verdadeiro protagonista deste processo histórico.”

Ainda há muito a ser feito

Dom Bettazzi refez as principais etapas do Concílio e traçou o caminho percorrido pela Igreja nos anos seguintes. Um caminho não desprovido de dificuldades e resistência. Por isso, a quem defendia a necessidade de um novo Concílio, o bispo padre conciliar respondeu:

“Não creio que haja necessidade de um novo Concílio porque ainda temos que implementá-lo e o risco seria voltar atrás em vez de seguir adiante. Infelizmente, se olharmos para a liturgia e o clericalismo, ainda há muito a ser feito.”

Felizmente, o Senhor deu-nos um Papa como Francisco

“Felizmente, porém, o Senhor nos deu um Papa como Francisco que, embora não tenha vivido os dias do Concílio, está pondo-o em prática. Daí a esperança de que o caminho da Igreja italiana em direção ao Sínodo dê frutos.”

“O Papa Francisco já havia auspiciado pela primeira vez por um Sínodo da Igreja italiana em Florença em 2015. Agora os tempos amadureceram”, concluiu.

(com Sir)

Marcio Brito
Marcio Brito

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