Encontremos a verdadeira identidade de Jesus

“Então Jesus lhes perguntou: ‘E vós, quem dizeis que eu sou?’ Simão Pedro respondeu: ‘Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo’” (Mateus 16,15-16).
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A pergunta de Jesus aos Seus discípulos: “Quem eu sou para vocês?”, “Quem eu represento?”, “O que é que vocês estão vendo em mim?”. É uma pergunta latente para todos nós. Precisamos saber quem é Jesus, pois nós nos relacionamos com Ele, falamos com Ele, proclamamos o senhorio d’Ele.

E quem é Jesus? Quem é Jesus para você? Quem é Jesus na sua vida? Essa pergunta tem que ser respondida a cada dia. E aqui não é uma resposta teórica, não é uma fórmula pronta ou respondida, mas é uma resposta, primeiro, afetiva, que vem lá do fundo da alma e do coração daquele que, verdadeiramente, se relaciona com Jesus e descobriu, encontrou a identidade d’Ele.

Se não nos identificarmos com Jesus, teremos com Ele um relacionamento superficial, e relacionamento superficial infelizmente não produz frutos ou produz frutos superficiais. Por isso vinham muitas respostas: “Alguns dizem que é João Batista; outros dizem que é Elias, outros dizem que é uns dos profetas”. A sociedade em que vivemos também dá muitas respostas confusas a respeito de Jesus, os próprios seguidores d’Ele, muitas vezes, não sabem quem é Jesus, não conhecem a verdadeira identidade d’Ele.

Simão Pedro respondeu do fundo da sua alma, ele reconheceu quem era Jesus, ele reconheceu que Jesus era o Messias, o Filho de Deus e, nesta felicidade da resposta de Simão, a felicidade da resposta da identidade de quem era, Jesus deu a ele a primazia entre os apóstolos: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro”. 

Os próprios seguidores de Jesus, muitas vezes, não conhecem a verdadeira identidade d’Ele

É sobre a proclamação de fé de Pedro que a Igreja nasce, é sobre essa verdade fundamental, mas deixe-me dizer: Pedro reconhece quem é Jesus, mas ele ainda não tem a sabedoria para reconhecer plenamente a identidade de Jesus.

Quando Jesus diz a eles que o Messias vai sofrer da parte dos homens, os sumos sacerdotes, mas depois vai ressuscitar. Pedro, o mesmo que foi feliz, vai ser muito infeliz porque ele vai repreender Jesus, porque ele não quer aceitar a humanidade sofredora de Jesus.

A infelicidade nossa que queremos Jesus como Senhor, como Messias, como nosso Deus, mas não queremos assumir a nossa humanidade, não queremos assumir a cruz de cada dia, não queremos assumir o sofrimento, não queremos assumir nossas fragilidades, não queremos assumir a morte.

Jesus repreende: “Vai para longe de mim, Satanás!”. Esses pensamentos não são de Deus, são dos homens e seja repreendido todo pensamento mundano que, muitas vezes, tomam conta de nós que não queremos assumir a cruz de cada dia, não queremos abraçar o sofrimento. Queremos viver apenas o engano, a ilusão da prosperidade tão propagada, mas não queremos assumir o Evangelho da cruz e vai para longe da Igreja, vai para longe de nós todo pensamento que nos afasta do Cristo crucificado.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

 

Marcio Brito
Marcio Brito

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