Dominicanos nos caminhos do Evangelho e do mundo há oito séculos

Passaram-se, exatamente, 800 anos da morte de São Domingos de Gusmão, fundador da Ordem dos Pregadores. Frei Gerard Francisco Timoner, Mestre geral da Ordem, diz: São Domingos é um santo atemporal, fonte de inspiração para homens e mulheres do nosso tempo.
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Na Basílica de São Domingos de Bolonha, na quarta-feira, 4 de agosto, o Cardeal Matteo Maria Zuppi, presidiu a Missa jubilar, pelos 800 anos da morte do santo. Frei Gerard Francisco Timoner, Mestre geral da Ordem, que concelebrou a Santa Missa, disse em sua homilia: “Na Carta que o Papa Francisco escreveu, de modo eloquente, à Ordem Dominicana, por ocasião do oitavo centenário do falecimento de São Domingos, destacou alguns títulos a ele atribuídos, entre os quais o de ‘Pregador gratiae‘ (Pregador da graça), pela sua consonância com o carisma e a missão da Ordem que fundou. Eis o nosso dom à Igreja: a ‘graça da pregação’ e a ‘pregação da graça’, ou seja, o anúncio de Deus, Graça não criada, que se transmite à humanidade. Ao cultivar e compartilhar este carisma e missão, Domingos tornou-se uma verdadeira Luz da Igreja”. Nestes tempos difíceis, em que as pessoas parecem perder a esperança, São Domingos oferece a “spem miram”, uma maravilhosa esperança!

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Nas pegadas de São Domingos

Hoje, os Dominicanos são cerca de cinco mil, espalhados em 80 países do mundo. A família religiosa é composta também de monjas, que se dedicam à vida contemplativa, e religiosas engajadas apostolado. Entre os ilustres filhos de São Domingos destacam-se Santo Tomás de Aquino e Francisco de Vitória, um dos pais do Direito internacional. O caminho de São Domingos foi percorrido entre o Evangelho e o mundo: é o que ressalta Frei Gerard Francisco Timoner, em entrevista ao Vatican News, dizendo, entre outras coisas, que São Domingos é um santo “atemporal”.

Entrevista com Frei Gerard Francisco Timoner

Após oito séculos de seu falecimento, São Domingos continua sendo um santo bastante moderno…

“Muitos pensam que São Domingos é um santo medieval, pelo contrário, é um santo “clássico”, atemporal, não porque vai para além das vicissitudes históricas, mas porque é um marco significativo, em cada momento da história. Há, precisamente, 300 anos da morte de São Domingos, Santo Inácio de Loyola, ao ler as biografias de São Francisco e São Domingos, obteve a graça da conversão. Se Domingos inspirou um homem, que viveu centenas de anos depois, a ser santo, então também pode ser fonte de inspiração para todos nós, hoje; tem muito a dizer também às pessoas do nosso tempo”.

São Domingos inspirou muitas outras histórias de santidade…

A inspiração de São Domingos é bem ampla: Santo Tomás de Aquino dedicou a sua vida ao estudo e também ao serviço da Igreja, mediante a sua filosofia e teologia; Santa Catarina de Sena e outros, como São Martinho de Porres, Santa Rosa de Lima, que pregaram com atos de misericórdia; mas também o Beato Angélico, grande pintor, e muitos outros santos. Trata-se, portanto, de uma santidade multiforme, sob o signo da riqueza da santidade de São Domingos.

Na Carta que o Papa Francisco dirigiu à Família Dominicana, em 24 de maio passado, por ocasião do oitavo Centenário da morte de São Domingos, escreveu: “Domingos pode servir de inspiração para todos os batizados, convidados, como discípulos missionários, a ir até às ‘periferias’ do nosso mundo, levando a luz do Evangelho e o amor misericordioso de Cristo”. Como os Dominicanos, nestes tempos, abalados também pela pandemia, desenvolvem a sua missão nas periferias e nos confins, não apenas geográficos?

Temos muitos irmãos e irmãs que trabalham nas periferias, como nos confins entre a humanidade e a desumanidade, nos confins da justiça e da paz. Temos irmãos e irmãs que trabalham, em todo o mundo, nestes confins. Nas Nações Unidas, em Genebra, temos um escritório denominado “Dominicanos pela Justiça e a Paz”.

Amedeo Lomonaco – Vatican News

Marcio Brito
Marcio Brito

DaQui Agência Digital

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