Dom Orani faz eco das palavras do Papa sobre a vacina

Papa Francisco: “vacinar-se, com vacinas autorizadas pelas autoridades competentes, é um ato de amor. E ajudar a fazer de modo que a maioria das pessoas se vacinem é um ato de amor”.
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Na semana passada através de uma mensagem em vídeo para os povos da América Latina, o Papa Francisco convidou todos a se vacinarem contra o coronavírus: um gesto simples, mas profundo, para um futuro melhor. “Com espírito fraterno, uno-me a esta mensagem de esperança por um futuro mais luminoso. Graças a Deus e ao trabalho de muitos, hoje temos vacinas para nos proteger da Covid-19. Elas dão a esperança de acabar com a pandemia, mas somente se elas estiverem disponíveis para todos e se colaborarmos uns com os outros”: disse o Santo Padre a sua mensagem em vídeo, lançando um apelo à consciência de cada um fazendo votos de uma atitude responsável para enfrentar juntos a pandemia.

“Vacinar-se, com vacinas autorizadas pelas autoridades competentes, é um ato de amor. E ajudar a fazer de modo que a maioria das pessoas se vacinem é um ato de amor. Amor por si mesmo, amor pelos familiares e amigos, amor por todos os povos. O apelo do Papa foi reforçado por vários cardeais do continente, que foram unânimes em nos lembrar da necessidade de vacinar-se contra o coronavírus. O cardeal Hummes se faz porta-voz das mesmas palavras do Papa: vacinar-se é um ato de amor por todos e aponta que os esforços heroicos dos profissionais da saúde produziram vacinas seguras e eficazes para toda a família humana.

O cardeal Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro falou à Rádio Vaticano – Vatican News sobre o pedido do Papa e sobre o momento que vivemos:

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“Vivemos tempos muito diferentes e a nossa geração vive uma situação inédita que é lidar com a pandemia. Uma situação de vírus que contamina o mundo todo e tem colocado preocupações em todos os cantos do mundo”.

Sabemos  – continuou dom Orani – que um dos caminhos para estarmos seguros diante de uma possível contaminação é a vacinação, ou seja, imunização diante do vírus. “O Papa Francisco, – recordou o arcebispo do Rio – justamente fez na semana passada um vídeo juntamente com outros cardeais, arcebispos e bispos da América Latina em que lembrava que vacinar-se é um ato de amor”.  Não só para si mesmo, – salientou – mas também para os outros pelos quais somos também responsáveis. E dentro da preocupação com o bem comum, porque somos uma família, somos chamados justamente a ter essa responsabilidade também de nos imunizarmos.

Dom Orani

O cardeal recordou que também ele teve a oportunidade de receber as duas doses no Rio de Janeiro e ao mesmo tempo incentivou outros a fazê-lo. “Eu creio que também nesse sentido algo que era muito comum em nossa vida no passado, que são as vacinas, agora tornou-se algo muito importante para o bem comum. Por isso, fazendo eco das palavras do Santo Padre o Papa Francisco vacinar-se é um ato de amor, disse dom Orani.

“Eu creio que nesse tempo – sublinhou o arcebispo do Rio – em que temos mais uma variante que preocupa a todos é necessário também que toda a população se una e se vacine para diminuir todas as possibilidades de contaminação. Creio que são dons que recebemos e que a ciência proporciona e que cabe a nós com responsabilidade também assumir, e com responsabilidade também viver. Momentos diferentes também muito importantes que nós com coragem também tomemos nossas posições e cumpramos bem a nossa obrigação”.

Silvonei José – Vatican News

Marcio Brito
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