Cuidemos para que ninguém pereça de fome

“E Jesus acrescentou: ‘O Filho do Homem é senhor também do sábado’” (Lucas 6,5).
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Os fariseus estão questionando a Jesus porque os seus discípulos, em dia de sábado, estão arrancando as espigas e comendo-as, debulhando sobre as espigas, eles estão cuidando da própria alimentação. E os fariseus estão ali com aquela dureza de coração, sempre com as mesmas questões: “Por que os seus discípulos fazem o que não é permitido em dia de sábado?”. Ora, mas se até Davi entrou na casa de Deus, pegou os pães que eram oferecidos a Deus e comeu para saciar a fome dele e dos seus companheiros — e Davi conhecia a Lei de Deus, Davi era um homem de Deus —, ninguém questionou aquilo que Davi fez; e Jesus é mais do que Davi.

Então, se Davi fez isso para saciar a sua fome, por que é que os discípulos não podem naquele dia fazer isso para saciar a fome deles? Não tem dia, não tem hora que nós podemos ficar estagnados, sobretudo, para a prática do amor e da misericórdia.

Quando alguém bate à sua porta, quando alguém do seu lado está passando fome, passando necessidade, sacie a fome dele. Porque, se o seu filho está necessitado, seja lá o dia e a hora que for, você vai procurar saciar a fome dele, você não o deixará perecer pela falta de cuidado porque você tem outros compromissos, outras responsabilidades… Você não vai deixar os seus perecerem na fome. Como nós não podemos deixar ninguém perecer de fome ou passar necessidade, seja qual for a ocasião.

Quando alguém do seu lado está passando fome, passando necessidade, sacie a fome dele

Mas aqui é sobretudo a necessidade de libertar o coração do apego ao legalismo, porque não se serve a Deus apegado apenas às leis e aos preceitos. Queremos, muitas vezes, ainda viver uma religião de legalismos e de práticas religiosas. As práticas religiosas são importantes, elas fazem um alicerce para a nossa alma e para o nosso espírito, mas, se as práticas religiosas não nos tornam pessoas misericordiosas, amorosas, acolhedoras, se as práticas religiosas, as orações que fazemos não nos levam a viver o amor e a misericórdia, para que serve as nossas práticas? É para cultuar a Deus ou para cultuarmos a nós mesmos? É para nos tornarmos heróis da fé ou para nos tornarmos, de fato, discípulos de Jesus, praticando o que Ele praticou, vivendo o que Ele viveu, ensinando o que Ele ensinou e, acima de tudo, exercendo o amor que Ele nos ensinou a exercer?

Ele é o Senhor do sábado, Ele é o Senhor de toda a Lei, Ele é o Senhor de todo o mandamento, por isso, amemos; porque assim estaremos vivendo aquilo que o Senhor nos ensinou!

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

 

Marcio Brito
Marcio Brito

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