Deus cura a secura do nosso coração

“Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos, disse ao homem da mão seca: ‘Levanta-te e fica aqui no meio’. Ele se levantou e ficou de pé” (Lucas 6,8).
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Jesus está novamente na sinagoga e começou a ensinar a Palavra de Deus. Mas que interessante: quem ensina deve praticar o que ensina, porque o ensino evangélico não é um ensino apenas teórico, mas é um ensino de vida, é uma escola de vida, onde a própria vida é o principal ensino. Por isso, aquilo que Jesus fala, Ele também prática.

Isso O diferencia dos fariseus, dos mestres da Lei que eram homens que conheciam a Lei, sobretudo os doutores da Lei, mas, na hora da prática, não era o que se observava. Eles estavam observando para ver se Jesus iria curar no dia de sábado. E Jesus — sem receio algum, conhecendo os pensamentos obscuros e maldosos do coração deles—, simplesmente viu que ali estava um homem de mão seca. Você sabe que o homem acometido por esse mal, vivia afastado porque não se sabia o que, de fato, o levava a ter a mão direita daquela forma.

O fato é que aquela mão ressecada o mantinha distante dos outros, ele não era uma pessoa normal, infelizmente, a sociedade de ontem, de hoje — espero que a de amanhã seja menos — é sempre movida por conceitos equivocados, e todos os conceitos equivocados geram preconceitos.

Tão importante quanto curar a mão seca daquele homem, é curar a secura do nosso coração

Aquele homem estava afastado; e, por isso, Jesus o chamou e disse: “Vem para o meio”. Ele se levantou, ficou no meio e Jesus o tocou, o curou; e a sua mão ficou restabelecida e curada.

É verdade que os fariseus ficaram com muita raiva. E por que ficaram com muita raiva? Porque Jesus fez o bem, porque Ele realizou o bem, porque Ele deu amor, atenção e cuidado para aquele que ninguém cuidava.

Cuidado para que a nossa religião não se torne uma religião farisaica, de leis, preceitos, falas, e não uma religião da vida, onde nós trazemos para o meio, para o centro do nosso coração, das nossas preocupações os que estão sofrendo as opressões da vida, os que estão marginalizados, estão descartados muitas vezes.

Cuidado porque nós vivemos uma religião onde o centro é sempre as nossas coisas, é uma religião egocêntrica, onde estamos sempre focados em nós, nas nossas coisas, na nossa vida e não percebemos quem está sofrendo, quem está marginalizado, quem não está sendo amado, quem não está sendo cuidado, quem está sendo descartado e não está sendo lembrado pelo nosso amor e pela nossa misericórdia.

Tão importante quanto curar a mão seca daquele homem, é curar a secura do nosso coração, é curar esse coração que, muitas vezes, se preenche das coisas que satisfazem o ego e não é curado para amar e cuidar de quem precisa do nosso amor e do nosso cuidado.

Deus abençoe você!

 

Padre Roger Araújo

 

Marcio Brito
Marcio Brito

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