O Papa aos jovens eslovacos: “A originalidade é amar por toda a vida”

“Hoje a verdadeira originalidade, a verdadeira revolução é rebelar-se contra a cultura do provisório, é ir além do instinto e do instante, é amar por toda a vida e com todo o próprio ser”. São palavras do Papa Francisco aos jovens eslovacos na tarde de terça-feira, 14 de setembro em Košice
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No encontro com os jovens, o último compromisso do Papa Francisco neste seu terceiro dia de Viagem, o Papa foi recebido por milhares de jovens no Estádio Lokomotiva em Košice. Suas palavras foram respostas a perguntas dos jovens. O Papa respondeu às perguntas feitas por eles, iniciando com o amor no casal, afirmando que “o amor é o maior sonho da vida, mas custa”. E explicou aos jovens: “O amor não é ter tudo e súbito, não obedece à lógica do usa e lança fora. O amor é fidelidade, dom, responsabilidade”.

“Hoje a verdadeira originalidade, a verdadeira revolução é rebelar-se contra a cultura do provisório, é ir além do instinto e do instante, é amar por toda a vida e com todo o próprio ser”

Depois de recordar que nas grandes histórias sempre estão presentes o amor, a aventura e o heroísmo afirmou: “Para tornar grande a vida, precisamos de ambos: amor e heroísmo. Fixemos Jesus, contemplemos o Crucifixo: estão presentes os dois, um amor sem limites e a coragem de dar a vida até ao fim, sem meias medidas”.

Amor pelas nossas fragilidades

E o Papa sugere aos jovens:

“Sonhem uma beleza que vá para além da aparência, para além das tendências da moda. Sem medo, sonhem formar uma família, gerar e educar filhos, passar uma vida inteira partilhando tudo com outra pessoa, sem sentir vergonha das próprias fragilidades, porque existe ele, ou ela, que as acolhe e ama, que te ama tal como és”

Não ceder à ilusões

Em seguida adverte os jovens sobre os que vendem ilusões como bens de consumo considerando-os “manipuladores de felicidade”. “Não se vive sentado no banco de suplentes, à espera de substituir qualquer outro. Não! Cada um é único aos olhos de Deus. Não se deixem ‘homogeneizar’: não somos feitos em série, somos únicos e livres, e estamos no mundo para viver uma história de amor com Deus, para ter a ousadia de decisões grandes, para nos aventurarmos no risco maravilhoso de amar”.

Regar as nossas raízes

E Francisco dá outro conselho: “Para que o amor dê fruto, não esqueçam de suas raízes. Quais são as suas raízes? Os pais e sobretudo os avós: eles prepararam o terreno para vocês. Reguem suas raízes, vão ao encontro de seus avós: fará muito bem a vocês. Façam perguntas a eles, reservem tempo para ouvir as suas histórias. Hoje há o perigo de crescer desenraizados”. Mais uma vez o Papa alerta os jovens ao falar do mundo virtual em que muitos vivem:

“Desligar-nos da vida real, fantasiar no vazio, não faz bem; é uma tentação do maligno. Deus quer-nos bem assentes na terra, ligados à vida; nunca fechados, mas sempre abertos a todos”

Assim como alerta para o pensamento de que “cada um só pensa em si mesmo”, advertindo sobre o perigo do pessimismo, negatividade que são provenientes dos profissionais de lamentações: “Não deem ouvidos a eles, porque a lamentação e o pessimismo não são cristãos; o Senhor detesta a tristeza e o fazer-se de vítima. Não fomos feitos para fixar a face na terra, mas para levantar o olhar ao céu”.

Jane Nogara – Vatican News

Marcio Brito
Marcio Brito

DaQui Agência Digital

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