Nossas dores intensificam a nossa fidelidade a Deus

“Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena” (João 19,25).
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Hoje, celebramos Nossa Senhora das Dores. Nas dores de Maria contemplamos as dores da humanidade, mas contemplamos, especialmente, as dores de todas as mães, de todas as mulheres que encontram, na figura de Maria, luz e graça para o sofrimento de cada dia.

Maria nos mostra que uma pessoa sendo toda de Deus sofre por ser de Deus, mas é um sofrimento que tem sentido, é um sofrimento redentor e salvador. Vivemos em um mundo que quer anular o sofrimento, mas é o mundo que causa o próprio sofrimento. Porque, na verdade, é o mundo que ilude as pessoas de que elas não vão sofrer, mas é o próprio mundo que causa o sofrimento.

Sofremos com o mundo que rejeita a Deus; e, por abraçarmos a Deus, somos rejeitados por este mundo. Maria se colocou para ser toda de Deus, escolhida e chamada; o preço que Ela pagou pela sua fidelidade é o sofrimento.

Sofremos para sermos fiéis, mas não é um sofrimento vazio, não é um sofrimento estéril. De forma alguma! Aqui é o sofrimento no seu sentido mais pleno, é o sofrimento que tem significado, é o sofrimento que produz frutos de salvação e de redenção. Desde quando aceitou ser a Mãe do Salvador, Maria experimentou no seu ser diversas formas do sofrer: da incompreensão de José; do não ter um lugar para gerar seu Filho; da fuga para o Egito; da apresentação do seu Filho no templo, onde Simeão profetiza que uma espada há de transpassar a sua alma. Ela sofreu quando perdeu o seu filho no templo, adolescente, três dias sem saber onde Ele estava. Maria foi provada.

As dores de Maria são as dores de homens e mulheres que buscam com toda a intensidade viver a fidelidade a Deus

Há quem olhe para Ela apenas sem pecado, e isso não quer dizer que Ela não foi provada e não passou por provações; foram muitas as provações, mas Ela respondeu com a graça de Deus a todas.

Provação não é para nos induzir ao pecado, pelo contrário, é para repelirmos o pecado e permanecermos na graça. Por isso, Maria, sendo provada, sofreu por amor, sem deixar de ser fiel, permanecendo firme na graça.

Contemplemos, hoje, o sofrimento de uma Mãe que vê seu filho ser maltratado, rejeitado e pregado numa cruz. Contemplemos o sofrimento da Mãe que alimentou, amamentou e deu seu sangue para que seu Filho tivesse vida, Ela agora vê o sangue do seu Filho vertendo na cruz.

As dores de Maria são as dores da humanidade, de homens e mulheres que buscam com toda a intensidade viver a fidelidade a Deus, a dignidade humana em meio às lágrimas, às lutas, mas não desanimam nem desistem, porque olham para Deus e, n’Ele, encontram um sentido muito profundo, até e principalmente, para o próprio sofrimento.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

 

Marcio Brito
Marcio Brito

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