A poucos centímetros da Beleza

Todos os anos, desde 2010, entre metade de janeiro e metade de fevereiro, coloca-se em prática um programa para a revisão das pinturas da Capela Sistina. Equipes de técnicos e cientistas se alternam entre as 18h e as 23h, assim que os turistas terminam a visita, para verificações e controles, com ajuda de equipamentos sofisticados.
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“Mundator”: assim se chamava a pessoa encarregada de cuidar das pinturas da Capela Sistina. Este cargo foi instituído com o motu proprio de Paulo III em 1543 e revela a atenção que a Igreja sempre reservou à preservação do inestimável patrimônio de cultura, história, beleza e fé que os Papas reuniram nos séculos.

Michelangelo tinha concluído o Juízo Final há pouco mais de um ano quando pela primeira vez esta função foi confiada a Francesco Amadori, conhecido como o “Urbino”, que foi um ajudante de Buonarroti na “Sacellum Sixtinum”. Nos séculos sucessivos, os afrescos foram ciclicamente limpos com miolo de pão umidificado ou esponjas banhadas em vinho grego.

Mas a prática da manutenção constante desapareceu nos primeiros anos de 1900 para ganhar novo fôlego em 1923, quando a criação do Laboratório de Restauro das Pinturas. Herdeiro do “mundator” hoje é o “Departamento de Preservação”, instituído em 2008 graças ao então diretor dos Museus Vaticanos Antonio Paolucci.

Todos os anos, desde 2010, entre metade de janeiro e metade de fevereiro, coloca-se em prática um programa para a revisão das pinturas da Capela Sistina. Equipes de técnicos e cientistas se alternam entre as 18h e as 23h, assim que os turistas terminam a visita, para verificações e controles, com ajuda de equipamentos sofisticados.

Paolo Ondarza, Bianca Fraccalvieri

Marcio Brito
Marcio Brito

DaQui Agência Digital

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