Devemos ser justos em todos os momentos de nossa vida

“Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus” (Lucas 11,42).
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Os fariseus eram convencidos de que as suas práticas religiosas eram suficientes para agradar a Deus e serem bons religiosos. Nós, muitas vezes, também queremos estar convencidos que somos bons religiosos porque rezamos, vamos à igreja, participamos da missa, rezamos o terço, lemos a Palavra de Deus — e não podemos deixar de fazer essas coisas —, porém, não podemos parar nelas. Porque todas essas práticas, na verdade, são meios para que o nosso coração se converta para o amor a Deus e ao próximo.

Jesus chama a atenção dos fariseus porque eles cumprem os preceitos religiosos ao pé da letra, mas deixam de lado a prática da justiça, ser justo com os irmãos. Ser justo é, cada vez mais, uma medida necessária para a nossa vida; ser justo é, de forma alguma, ser conivente com as injustiças dos tempos em que vivemos. Não me refiro somente às injustiças sociais, elas são gritantes, alarmantes e de forma alguma podemos compactuar com elas, não podemos deixar o pobre sofrer, morrer de fome, não podemos deixar o outro passar necessidade. O mínimo da exigência da fé cristã é cuidar dos mais necessitados, é praticar a justiça e viver a justiça social em todo e qualquer ambiente, promovê-la e lutar por ela.

Amemos a Deus sobre todas as coisas, mas sejamos justos e honestos nas pequenas e em todas as ocasiões

Nós esquecemos que, muitas vezes, somos injustos nas relações mútuas. Você quer algo mais injusto do que falar mal do seu irmão? Você quer uma injustiça maior do que denegrir a imagem de alguém? Você quer ver que forma injusta nós estabelecermos nossas relações quando a movemos por fofocas, quando rotulamos as pessoas, quando não conhecemos a verdade e somos movidos pela parcialidade?

Cada um tem uma narrativa da vida, da história, cada um conta a história do jeito que quer. Você  escuta uma mulher casada, ela conta a parte dela da história, não é que ela esteja errada, mas não posso dar uma orientação ao  casal, pois vou ser injusto, se também não escuto a outra parte; se não sei o que a outra parte vive, sente. Por isso, muitas vezes, não chegamos em um consenso, pois somos movidos pela parcialidade; e toda parcialidade é injusta. Por isso, para praticar a justiça, precisamos deixar de lado as paixões, devemos deixar de lado os movimentos preferenciais que temos por este ou por aquele para sermos justos.

Muitas vezes, para sermos justos, temos que ser duros até com quem nós gostamos, até com quem é próximo de nós, não posso favorecer meu filho, meu irmão, meu amigo porque ele é ligado a mim e desfavorecer o outro, isso é uma das mais gritantes injustiças.

Se queremos viver uma religião que agrada a Deus, amemos a Deus sobre todas as coisas, mas sejamos justos e honestos nas pequenas e em todas as ocasiões.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

 

Marcio Brito
Marcio Brito

DaQui Agência Digital

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