Tomemos cuidado com o fermento da hipocrisia

“Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Não há nada de escondido que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido” (Lucas 12,1-2).
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Quando Jesus nos adverte de que precisamos tomar cuidado, é porque precisamos nos cuidar, é porque, conhecendo-nos como nos conhece, Ele sabe das nossas fragilidades, sabe que estamos sempre na berlinda, no perigo de cairmos. E o pior é que, muitas vezes, já caímos e nem percebemos que estamos no chão, sobretudo, se caímos no pecado e no comportamento terrível da hipocrisia.

O hipócrita não se enxerga, ele enxerga os outros, o erro dos outros, o pecado dos outros, o problema dos outros, mas o próprio erro ele não enxerga, e o pouco que ele vê, é mal, ele vê apenas como uma coisa pequena e insignificante, tanto que o pecado do outro é grande, mas o dele é uma fraqueza. Para o erro do outro, ele é duro e veemente, mas para consigo ele dá um alívio. Então, é preciso cuidar mesmo, porque a hipocrisia é um fermento que leveda a massa, dá-lhe consistência; e se nos conformarmos com a hipocrisia, estamos vivendo a face mais escandalosa da fé e da nossa religião.

A nossa vida religiosa torna-se insossa, sem sentido e sem sabor se ela é fermentada pela hipocrisia

Em toda e qualquer situação humana, as aparências enganam, mas entenda que as aparências não enganam os outros somente, elas enganam primeiro quem vive delas, quem está passando uma vida se iludindo e enganando a si próprio. Uma pessoa que é enganada a respeito de si própria, é uma pessoa que não tem consistência, não tem profundidade, não tem vida plena, porque para manter as aparências tem que trabalhar. Sei que depois a pessoa se torna até profissional, torna-se uma coisa até muito normal mentir, iludir e enganar, porque ela parte sempre do pressuposto de que está fazendo um bem para ela e para os outros.

Não vivamos o engano, pois toda e qualquer instituição que está alicerçada na aparência cai em ruínas. Não viva um casamento aparente, não viva uma amizade de aparências, onde tudo parece estar bem, porque depois vai cair, vai tudo ruir. Não há nada escondido que depois não venha a ser conhecido.

A indecência da política, da administração em vários âmbitos da vida pública, é querer viver da hipocrisia, é viver de aparências, e toda religião que vive de aparência e de hipocrisia está condenada ao fracasso. Então, a nossa vida religiosa torna-se insossa, sem sentido e sem sabor se ela é fermentada pela hipocrisia. Mas se ela é fermentada pelo amor e pela verdade, passamos pelas provações, pelas provações, pelas dificuldades, mas subsistimos, porque o nosso alicerce é a verdade. É por isso que temos que estar sempre alicerçados no Senhor, e não nas mentiras e ilusões, inclusive religiosas, que muitas vezes estão permeando a nossa vida.

Deus abençoe você!

Marcio Brito
Marcio Brito

DaQui Agência Digital

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