Os humildes ocupam os primeiros lugares no coração de Deus

“Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares” (Lucas 14,7).
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Jesus está na casa do chefe dos fariseus, e esse fariseu, chefe, convidou Jesus, como outras pessoas também, para se sentarem à mesa. Ele observava que cada um queria se sentar no primeiro lugar para ser servido primeiro, para sentir-se o mais importante, o mais valorizado. Jesus aproveitou para dar uma lição, para dizer: “Quando te convidarem para uma festa de casamento, não vai logo ocupando o primeiro lugar. Faça bonito, ocupe o lugar de trás, o último”.

Ocupamos o primeiro lugar, aí chega alguém que é mais importante; chega o pai, chega o outro convidado e vai ter que pedir licença. Isso é, se a pessoa tem “desconfiômetro”, ela mesma “se manca e se levanta”, e muitas vezes não temos, aí alguém tem de chegar e pedir: “Dá para dar o lugar aí porque foi reservado para outro”; e assim por diante. Agora, se vou me sentar lá trás, o próprio noivo, os convidados vão dizer: “Se achegue aqui. Sente aqui”.

Tiremos do nosso coração esse sentimento de grandeza, de querermos ser importantes

Não passemos pelo vexame eterno porque, no Reino dos Céus, quem se eleva será humilhado e quem se humilha será exaltado. Tiremos do nosso coração esse sentimento de grandeza, de querermos ser importantes, de querermos ser valorizados e lembrados. Não sejamos daquela turma que quer notoriedade, que quer importância em tudo o que fazem. Não sejamos tomados pelo “vírus” de políticos que fazem de tudo para serem notados, lembrados e curtidos; o “vírus” que toma conta de muitos corações que se sentem artistas, importantes e que precisam ser mencionados.

É tão bom quando não nos notam, é tão bom quando não somos exaltados. É tão bom quando somos notados e lembrados por Deus! É claro, uma coisa é lembrarmos da pessoa no nosso coração e cuidarmos do outro, nos encontrarmos com o outro, valorizarmos o outro e não vivermos o desprezo para o outro, mas outra coisa é essa síndrome da importância, da elevação que nós, muitas vezes, queremos ter. Essa visão é mundana e, muitas vezes, queremos trazê-la até para a igreja, quando as pessoas querem ser notórias na igreja, querem ser “as importantes”. Essa visão, muitas vezes, é compactuada no serviço, no trabalho, onde a pessoa quer ser reconhecida.

Seja reconhecido pela humildade, pela dedicação, pelo esforço e não por aquela expressão tão dura do puxa-saquismo; não por aquela expressão tão hipócrita, onde faço tudo para chamar a atenção porque quero ser importante, porque quero valorização. Não precisa disso! Faça um esforço para ser humilde, faça um esforço para amar com discrição, faça o esforço para dar o melhor de si sem precisar de likes e de valorização humana. Faça um esforço para ser bom porque você é bom e não para ser “bom de fachada”, porque é esse que ocupa o primeiro lugar no coração de Deus.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

 

Marcio Brito
Marcio Brito

DaQui Agência Digital

Apoio Cultural:

finados3
banner-paroquia-nossa-senhora-gracas
encontro-matrimonio

Campanha da Fraternidade 2021

CRISTO É A PAZ: DO QUE ERA DIVIDIDO, FEZ UM unidade".