A nossa conversão alegra o coração de Deus

“Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão” (Lucas 15,7).
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A alegria do coração de Deus é a nossa conversão, e o Céu faz festa por cada pecador que se converte, o Céu faz muita festa quando desistimos do pecado. Mesmo nos achando justos, mesmo estando nos caminhos do Senhor, quantas vezes vem a nós a tentação do pecado! Então, cada vez que desistimos do pecado, cada vez que não seguimos sua trilha, estamos vivendo a conversão, porque ela é diária.

Mau é aquele que acredita que já é plenamente convertido e relaxa, não se cuida, está vivendo de uma forma cega porque acha: “Eu já vou à igreja”, “Eu já rezo”, “Eu cumpro meus deveres”… Mas não percebe os pecados que se acumulam ao seu redor e não consegue vê-los. Sobretudo, porque o pecado do orgulho e o da soberba são muito perniciosos, enganam a visão e a óptica interior de cada um de nós. Por isso, a direção do Evangelho de hoje é justamente sobre os publicanos e os pecadores que se aproximam de Jesus para escutá-Lo, enquanto os fariseus, os mestres da Lei, os religiosos sentem-se já muito santos, melhores que os outros, conhecem a Lei de Deus, praticam os mandamentos. Eles não param para ouvir Jesus; eles, na verdade, criticam Jesus.

Que eu possa alegrar o coração de Deus e experimentar a verdadeira alegria no meu coração

Quem é que vive um processo de conversão autêntico? É aquele que para para escutar o Senhor no fundo da sua alma e do seu coração, é aquele que deixa Deus guiar, iluminar, apontar, corrigir e exortar a si próprio. O contrário é aquele que vive corrigindo os outros, vive exortando os outros, mas não exorta e não corrige a si próprio nem se deixa ser exortado e corrigido por Deus nem por ninguém, porque a soberba e o orgulho são tão grandes, que a pessoa já se acha à altura de Deus.

A alegria de Deus é pela ovelha que estava perdida e foi encontrada. A alegria é, muitas vezes, ter que deixar de lado as 99 que parecem já estar bem fortes para ir buscar aquela que está enfraquecida.

Quantas vezes nos encontramos fracos, perdidos, iludidos, desanimados e prostrados! Qual é o problema de humildemente reconhecer: “Senhor, preciso de Ti. Ajuda-me! Socorre-me! Levanta-me!”? Mas a nossa postura orgulhosa e soberba nos faz achar que estamos sempre bem e que temos que mostrar para os outros que somos sempre os melhores, que estamos sempre nas alturas.

Cuidado! Porque da altura que estamos, a queda pode ser muito grande, por isso, a cada degrau da vida, precisamos subir segurando na mão de Deus e dizendo: “Converta-me, Senhor, do menor pecado que não estou enxergando, que está ludibriando-me, enganando-me, para que eu, realmente, seja o teu discípulo”.

Há muita alegria entre os anjos de Deus cada vez que um pecador se converte. Que eu possa alegrar o coração de Deus e experimentar a verdadeira alegria no meu coração, deixando o pecado a cada dia, e convertendo-me para ser um verdadeiro discípulo de Jesus.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

 

Marcio Brito
Marcio Brito

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