Igreja, comunidade de amor

"O amor ao outro por ser quem é, impele-nos a procurar o melhor para a sua vida. Só cultivando esta forma de nos relacionarmos é que tornaremos possível aquela amizade social que não exclui ninguém e a fraternidade aberta a todos”.
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“A missão de Cristo e do Espírito Santo completa-se na Igreja, corpo de Cristo e templo do Espírito Santo. Esta missão conjunta associa, doravante, os fiéis de Cristo à sua comunhão com o Pai no Espírito Santo” (CIC 737). A Igreja, instituída por Jesus Cristo, é o redil, cuja única e necessária porta é o próprio Cristo, é o campo, a construção de Deus, a “Jerusalém do Alto”. Ela está na história, mas ao mesmo tempo transcende-a, é visível e espiritual, “sociedade dotada de órgãos hierárquicos e corpo místico de Cristo”, “agrupamento visível e comunidade espiritual”. Na Igreja, a “comunhão dos homens com Deus pela «caridade, que não passa jamais» (1 Cor 13, 8), é o fim que comanda tudo quanto nela é meio sacramental, ligado a este mundo que passa”. Neste sentido, o Papa Francisco reiterou no Angelus do último domingo que “o coração pulsante da Palavra de Deus (…), o que dá solidez à vida e nunca acabará”, é a caridade. E “quem faz o bem, investe para a eternidade (…), porque o bem nunca se perde, o bem permanece para sempre (…). A cena deste mundo passa. E só o amor permanecerá.” “Igreja, comunidade de amor” é o tema da reflexão do padre Gerson Schmidt*:

“A Igreja sempre apareceu na sua caminhada e construção como uma comunidade de amor. O essencial do mistério da Igreja é ser ela uma comunhão com o Pai, o Filho, no Espírito Santo, e ela viver em comunhão fraterna. O amor é o mistério mais profundo da Igreja. Jesus mesmo disse: “Nisso conhecereis que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,35). Ou seja, pelo amor nós revelamos que somos a Igreja de Cristo. O amor nos torna a verdadeira Igreja de Cristo. “A Igreja é comunidade de amor não apenas como associação de seus membros, mas por uma aliança decretada por Deus pelo amor de Deus que precede toda decisão humana”[1].

Marcio Brito
Marcio Brito

DaQui Agência Digital

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