JMJ 2023: peregrinação dos símbolos é “abraço de esperança”

A cruz peregrina e o ícone mariano estiveram na Vigararia de Faro no Algarve. Destaque para a visita a idosos, a jovens, a doentes e aos reclusos. O jornalista Samuel Mendonça, diretor do jornal diocesano “Folha do Domingo”, partilha connosco a sua crónica.
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Rui Saraiva – Portugal

Continua a peregrinação dos símbolos da JMJ na diocese do Algarve. Na semana passada estiveram na Vigararia de Faro. A cruz peregrina e o ícone mariano foram ao encontro dos mais frágeis visitando os idosos em lares e os doentes nos hospitais.

Os símbolos da JMJ também foram motivo de encontro ecuménico entre católicos e evangélicos e foram presença de conforto para reclusos. Relevante a visita aos mais jovens nas escolas e ao mundo da ciência e do conhecimento na Universidade do Algarve.

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Sinais da presença de Deus

Fazendo uma leitura do essencial da peregrinação dos símbolos nesta semana no Algarve, o jornalista Samuel Mendonça, diretor do jornal diocesano “Folha do Domingo”, partilha connosco a sua crónica:

“A segunda semana dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) na Diocese do Algarve prosseguiu o intento de levar a Cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora como abraço de Jesus junto daqueles que se encontram nas periferias existenciais e humanas da sociedade e também distantes da própria Igreja.

Na passagem pelas paróquias que constituem a Vigararia de Faro, particular prioridade teve a visita aos idosos, tantas vezes visitados apenas pela solidão que lhes é imposta naquela fase da vida. Os símbolos visitaram também os mais pobres de entre os pobres por falta de recursos e de apoio familiar. Para a maioria, os momentos vividos diante daqueles sinais da presença de Deus foram um abraço de esperança e de alento depois dos difíceis tempos vividos com uma pandemia, chegada de rompante, que elegeu como alvo preferencial aquelas gerações mais fragilizadas pela idade avançada.

Também na sua passagem pelo Hospital de Faro, os símbolos da JMJ procuraram levar o abraço de Cristo aos que ali sofreram com a Covid-19 e com outras enfermidades. Doentes, médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar e administrativo tiveram oportunidade de se recolher em ambiente orante durante uma manhã. A todos foi transmitida a mensagem de que vale a pena oferecer a vida pelos outros e amar sem esperar nada em troca.

Os símbolos da JMJ motivaram ainda um outro abraço, ecuménico, entre Igrejas irmãs – Católica e Evangélica – e aqueles que há muito assistem espiritualmente e que se encontram a cumprir pena no Estabelecimento Prisional de Faro. Alguns deles, quando já estavam a ser reconduzidos às celas, sentiram necessidade de pedir autorização para voltar e tocar na cruz por uns breves momentos.

Simultaneamente os jovens, fiéis depositários daqueles objetos, continuaram durante a semana com a missão de os fazer chegar aos seus coetâneos. Assim, os símbolos passaram também por estabelecimentos do ensino pré-escolar, básico e secundário. Foram também à universidade levar a mensagem da humanização da cultura e da ciência. Durante a sua passagem festiva numa das praças mais movimentadas do centro da cidade de Faro, os símbolos foram ainda o pretexto para alguns alunos interagirem com os transeuntes sobre o significado e motivo daquela presença.

Por fim, a cruz e o ícone mariano estiveram presentes no Mercado de Faro no dia de maior afluência de visitantes, em mais um momento de interação com a população, antes de serem passados aos jovens das paróquias que constituem a Vigararia de Loulé, que terão na próxima semana a responsabilidade de dar continuidade a este movimento crescente de evangelização pelo Algarve que se iniciou no passado dia 29 de outubro e que se irá estender até ao final do mês em território algarvio, e ao longo dos próximos dois anos pelas dioceses portuguesas rumo à JMJ de 2023 em Lisboa.”

Recordemos que no inicio da peregrinação dos símbolos em Portugal, D. Américo Aguiar, bispo auxiliar de Lisboa, referiu à reportagem da Agência Ecclesia a “necessidade dos jovens se fazerem ouvir” como lhes pede o Papa Francisco.

O presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, citando uma expressão do cardeal Tolentino Mendonça, afirmou que “os jovens não podem permitir que lhes matem os sonhos”. Sublinhou ainda que a peregrinação dos símbolos é também um “fazer acordar” para tornar “presente na sociedade os sonhos dos jovens”.

Na diocese do Algarve, a cruz peregrina e o ícone mariano já estiveram nas Vigararias de Tavira e Faro. Seguiram no domingo dia 14 para a Vigararia de Loulé. Chegarão à Vigararia de Portimão no dia 19 de novembro. A 27 de novembro os símbolos serão acolhidos pela diocese de Beja.

A Peregrinação dos Símbolos da Jornada Mundial da Juventude em Portugal é organizada pelo Departamento Nacional da Pastoral Juvenil que é um secretariado da Comissão Episcopal Laicado e Família da Conferência Episcopal Portuguesa.

Laudetur Iesus Christus

Marcio Brito
Marcio Brito

DaQui Agência Digital

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