Arte e Evangelização: Igreja Sagrada Família, construção de comunidade

Um projeto arquitetônico que revela a Igreja na construção de fé e da arte sacra inspirado no Concilio Vaticano II. Em Porciúncula a Igreja Sagrada Família foi dedicada e teve altar e espaço sagrado abençoados em Cerimônia presidida pelo bispo de Campos, dom Roberto Francisco Ferreria Paz.
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Na comemoração dos 95 anos da Paróquia Santo Antônio, na cidade de Porciúncula, Noroeste Fluminense a igreja Sagrada Família localizada num novo bairro teve na segunda feira (13/12) a Cerimonia de Dedicação e Bênção do Altar. A celebração foi presidida pelo bispo diocesano de Campos, dom Roberto Francisco Ferreria Paz. Uma construção coletiva que surge com a urgente necessidade de levar a presença da igreja as periferias geográficas.

Surge em 2015 do sonho do padre Thiago Linhares Zacarias Linhares, dando início aos trabalhos de presença da igreja no bairro. Nas comemorações dos 90 anos de criação da Paróquia Santo Antônio aconteceu a bênção da pedra fundamental e teve início a construção de uma nova igreja, já buscando inspiração nas diretrizes do Concílio Vaticano II de uma construção que revelasse uma igreja que expressa a fé, arte e evangelização.

Unção do altar

Desde o início do projeto assinado pelo Arquiteto Almir José Neves até a preparação do espaço litúrgico com painéis do artista sacro Romolo Picoli Ronchetti a igreja revela uma concepção conciliar unindo arquitetura a arte sacra. O arquiteto buscou sua inspiração numa linha de retomada da igreja na arte do cristianismo primitivo que segue nos painéis sacros retratando no Centro, Cristo. Com inspiração nas Sagradas Escrituras a arte revela a criação e o pecado original, no Centro a Família de Nazaré e fechando com Pentecostes. Uma visita aos importantes mistérios da revelação divina desde o Pecado Original a conclusão da igreja que nasce de Pentecostes inspirando a uma igreja construção coletiva.

“A arte litúrgica é uma constante lâmpada acesa diante de nós, ajudando nossos olhos a vislumbrar o Mistério que celebramos e também a conhecer nossa mais íntima essência: de onde viemos, o que somos e para onde vamos. Nas primeiras páginas da Sagrada Escritura, vislumbramos uma resposta litúrgica quanto a nossa origem. Como coroamento de toda a sua obra universal, Deus concentra-se de forma especial para fazer sua mais importante obra. Primoroso artista que é, Deus inspira-se em algo, naquilo que de maior existe no Universo”, pontua Romolo.

Fiéis da Igreja Sagrada Família

Construção de fé: caminhos de evangelização

A Igreja Sagrada Família inicia o caminho para revelar a fé e a evangelização como construção coletiva de iniciar um processo sinodal de formação das pastorais. Padre Thiago Linhares destaca que já iniciou com a formação da pastoral da acolhida, coroinhas, liturgia e o Grupo de Oração que promove visitas às residências. Igreja em saída que se lança na comunidade. E recorda como tudo começou. Do Grupo de partilha bíblica deu início ao processo de celebrações das missas nas casas, ruas e garagens e a necessidade da construção da igreja.

“Essa construção teve um objetivo, a evangelização. Ela foi impulsionada pelo convite do Papa Francisco de termos uma igreja em saída. Era preciso fazer presença da igreja nesta área da cidade. E toda a arquitetura foi pensada para expressar aquilo que é igreja e comunhão, comunidade dos que creem”, destaca padre Thiago.

Celebração na Igreja Sagrada Família

Arte, Revelação e construção

Essa fachada inacabada é a metáfora da vida: Estamos sempre a terminar a obra começada.” Padre Thiago Zacarias Linhares.

A construção da igreja representa o sonho coletivo desde o inicio das primeiras missas celebradas nas casas já unindo as famílias para formar a comunidade de uma igreja em saída. A Igreja Sagrada Família, que nasceu do sonho do padre Thiago Zacarias Linhares, hoje se consolida com as pastorais fomentando um processo de escuta, em comunhão com o Papa Francisco da sinodalidade. Para o sacerdote a construção do templo pressupõe a construção de uma igreja para se formar nas das famílias.

Celebração na Igreja Sagrada Família

Padre Thiago destaca que a formação de uma comunidade deve começar em duas etapas iniciando com aqueles que de alguma forma já participam da igreja e se organizam em seus bairros, levando em conta a questão territorial, e depois uma etapa de convite a novos membros, geralmente vizinhos e pessoas que por territorialidade ou afeto se identificam com a comunidade.

“Formar comunidade é de fato um desafio pastoral. Por isso que cada vez mais precisamos descobrir a sinodalidade, o caminho da descentralização, e tudo isso é possível com a cooperação dos leigos. O padre sozinho não consegue. É fundamental o papel do animador de comunidades, que todo padre deve ser, mas com a ajuda de leigos engajados se torna mais eficiente o trabalho”, conclui padre Thiago.

Fotos: Felipe da Silva Fernandes

Marcio Brito
Marcio Brito

DaQui Agência Digital

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