Acolhimento: Igrejas europeias respondem ao apelo do Papa

Com diferentes vozes, mas com um denominador comum, o do contraste à indiferença e o do respeito à dignidade e aos direitos humanos, os católicos da Europa fazem suas e relançam as palavras de Francisco esta quarta-feira (22/12), por ocasião da última audiência geral antes do Natal. A Europa é solicitada a ser generosa, solidária, unida e a fazer planos de longo prazo com o total apoio das comunidades eclesiais
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A primeira voz é a do cardeal e presidente da Comece, a Comissão das Conferências Episcopais da Comunidade Europeia. O cardeal Jean-Claude Hollerich, na esteira do apelo do Papa aos Estados da União Europeia, expresso esta quarta-feira (22/12), bem como durante sua recente viagem apostólica a Chipre e à Grécia, a fim de que acolham os refugiados bloqueados nos países de primeiro acolhimento, reitera que há muitos “nossos irmãos desesperados”. Eles são os refugiados em alguns países europeus, que esperam, em seu grito de ajuda e atenção, “serem ouvidos”. “A Igreja na Europa não pode ficar indiferente”, por conseguinte, são necessários “compromisso renovado”, “voz profética” e “exemplos concretos de solidariedade” para com “filhos de Deus”, homens e mulheres com “rostos, histórias e famílias”.

COMECE: apelo às instituições e à comunidade

Assim, junto com o Papa, a COMECE pede, em primeiro lugar, às autoridades da União Europeia que “permitam que os refugiados retidos nos territórios de primeiro acolhimento, como no caso de Chipre e da Grécia, sejam transferidos para outro país da UE e aí recebam a proteção e a promoção de que necessitam”.  Em seguida, o pedido é estendido também à Igreja na Europa, composta de paróquias, comunidades e fiéis, para que se tornem “testemunhas de Cristo”, especialmente neste tempo de Natal e acolham com espírito de serviço aqueles que chegam em busca de proteção. Em um esforço comum devemos visar – pede o cardeal – projetos concretos em colaboração com as autoridades públicas.

Que Jesus nos ilumine para superar a indiferença

“Que o Menino Jesus que está para nascer nos ilumine” – é a oração final do Cardeal – para que possamos “reconhecê-lo em cada refugiado que bate à nossa porta” com a força necessária para superar a indiferença.

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Marcio Brito
Marcio Brito

DaQui Agência Digital

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