Qual é o preço que você pagaria por amar alguém?

“Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso, Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo” (Marcos 1,45).
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A dor de um leproso era enorme! Nós estamos no Evangelho em que Jesus cura aquele homem da lepra. Não pensemos que a dor do leproso seja meramente corpórea por causa das feridas e sangramentos, pois eram apenas aspectos da dor. A dor de um leproso tocava a sua dimensão afetiva, espiritual, psicológica e emocional.

A maior causa da dor de um leproso era a separação das pessoas, o isolamento (palavra tão presente nos nossos dias atuais) que era imposto pela condição da lepra, pois quem tinha essa doença não podia conviver com as pessoas, ou seja, era isolado. O leproso era excluído, era alguém que perdia a noção do amor e do que era o convívio com as outras pessoas.

Quem ama está disposto a assumir o lugar do outro; quem ama está disposto a pagar um alto preço

Depois de curado, aquele leproso começa a divulgar o fato, mesmo que Jesus tenha lhe pedido para não o divulgar, ele começa a falar sobre a fama de Jesus. Isso teve um preço; e Jesus teve de pagar.

Agora, aqui, começa uma inversão — porque, na vida do leproso e na da Jesus, as coisas mudam, pois isso acontece quando entra o amor —, o leproso retoma a sua vida social, ele volta para o convívio, para o contato com o mundo e com as pessoas, ele está purificado, pode voltar a frequentar o templo, a se dirigir às pessoas, a falar com Deus; pode conviver, pode ir e vir quando quiser. No entanto, agora, é Jesus quem é isolado, Ele não podia mais entrar na cidade. Aqui acontece o amor. Quem ama está disposto a assumir o lugar do outro; quem ama está disposto a pagar um alto preço.

Que grau de comprometimento você tem com a vida de alguém? Que disposição você tem para pagar o preço por amar alguém? Pode ser alguém da sua família ou quem esteja bem perto de você. Você está disposto a pagar o preço para viver esse amor?

É uma boa oportunidade que o Evangelho de hoje nos dá: refletirmos se o nosso amor é, de fato, gratuito, desinteressado, livre… Ou se é um amor interesseiro, possessivo. Além disso, o Evangelho nos dá também a oportunidade de mergulhar o nosso coração nesta experiência profunda de amor que Jesus faz: de colocar-se no lugar do outro, de ter a coragem de assumir o lugar do outro, porque, agora, é Jesus o leproso, é Jesus quem tem que ficar em lugares desertos, fora da cidade, isolado; esperando que alguém fosse ao seu encontro.

E esse é o amor de Deus. Ele assume o meu (e o teu lugar) e pagou o preço com a própria vida para salvar a mim e a você!

Sobre todos vós, a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Ferreira

 

Marcio Brito
Marcio Brito

DaQui Agência Digital

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