Novo caminho de paz para o Sudão do Sul: saudação de Páscoa aos líderes do país

Uma mensagem conjunta assinada pelo Papa Francisco, o Arcebispo de Cantuária, Justin Welby, e o Moderador da Igreja da Escócia, Jim Wallace, exorta as pessoas a viverem a esperança deste tempo pascal, enquanto aguardam uma visita ao país em julho.
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A Páscoa mostra que “um novo caminho é possível: um caminho de perdão e de liberdade, que humildemente nos permite ver Deus nos outros, mesmo em nossos inimigos”. Esta é uma das passagens da mensagem pascal aos líderes políticos do Sudão do Sul, assinada conjuntamente pelo Papa Francisco, o Arcebispo de Cantuária, Justin Welby, e o Moderador da Igreja da Escócia, Jim Wallace.

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“Este caminho”, pode-se ler na mensagem, “leva a uma nova vida, tanto para nós como pessoas, quanto para aqueles que guiamos”. Estas palavras chegam em meio a um novo surto de violência no Sudão do Sul, denunciado pelas Nações Unidas e envolvendo em particular o condado de Leer, no estado de Unity, onde foram registradas mais de 70 vítimas desde fevereiro e cerca de 40.000 pessoas foram forçadas a fugir.

Novos caminhos

“Neste tempo de Páscoa”, continua a mensagem, “escrevemos para compartilhar com vocês nossa alegria ao celebrarmos a ressurreição de Jesus Cristo”. “A nossa oração”, dizem os três líderes religiosos, “é que vocês possam mais uma vez abraçar este caminho, a fim de discernir novas estradas no meio dos desafios e lutas deste tempo”. O desejo dirigido aos políticos do Sudão do Sul, chamados a liderar o país, é que a população possa experimentar “a esperança da Páscoa”. Por fim, recorda-se a Peregrinação de Paz programada para julho deste ano. “Aguardamos com prazer a visita ao seu grande país”, concluiu a mensagem.

Uma viagem há muito esperada

Em 3 de março, a Sala de Imprensa do Vaticano confirmou a viagem do Papa ao Sudão do Sul, país que ele visitará depois da República Democrática do Congo. Está programado para 5-7 de julho, com uma parada em Juba. Esta jovem nação, nascida de uma guerra sangrenta com o Sudão que terminou com a declaração de independência em 2011, sempre esteve no coração de Francisco. Uma nova página marcada pelas dolorosas consequências do conflito e pela dramática situação humanitária. Foi precisamente por esta razão que Francisco convocou as mais altas autoridades religiosas e políticas do Sudão do Sul para a Casa Santa Marta em abril de 2018, juntamente com o Arcebispo de Cantuária, para um retiro espiritual ecumênico. A maior denominação religiosa do país é anglicana. Uma iniciativa que terminou com o importante gesto do Papa de beijar os pés dos líderes do Sudão do Sul para implorar a paz. A ideia de uma viagem ao Sudão do Sul já havia sido sugerida em 2017 quando Francisco se encontrou com a comunidade anglicana em Roma, na Igreja de Todos os Santos.

Marcio Brito
Marcio Brito

DaQui Agência Digital

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